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Colégio Bom Jesus apoia jornada digital em plataforma edge computing

Dono de um capital com 56 mil alunos, o centenário Grupo Educacional Bom Jesus se orgulha ao apresentar a infraestrutura de TI construída ao longo dos últimos nove anos para suportar as duas mantenedoras da instituição: o Colégio Bom Jesus, com 36 unidades instaladas do Distrito Federal ao Rio Grande do Sul e a FAE Business School (Instituição de ensino superior com duas unidades na grande Curitiba-PR e uma em Blumenau-SC) de um lado; e de outro a Universidade São Francisco, com forte atuação no interior de São Paulo.

As duas instituições foram integradas administrativamente e, consequentemente, tiveram a TI unificada em 2002, quando, segundo Kleber Cacossi, coordenador de TI – Operações e Segurança Organizacional do Grupo, o Grupo deu início à jornada de digitalização de processos e da operação pedagógica.

Em entrevista exclusiva à nossa reportagem, em Anaheim – Los Angeles, durante o evento .Next, encerrado nesta quinta-feira, 9, o executivo contou que a primeira fase da reestruturação da TI contou com a terceirização da infraestrutura para o data center da Impsat (hoje Century Link), mas o avanço dos investimentos para acompanhar a estratégia de alcançar eficiência operacional e oferecer uma experiência diferencia aos alunos, que vão do ensino infantil à pós-graduação, ocorreram mesmo após a decisão da instituição de fazer o insource da TI, com a construção de dois data centers em Curitiba, interligados por fibra óptica e com todos os recursos de comunicação disponíveis para atualização das informações em tempo real. “Criamos um ambiente de comunicação e colaboração padronizado”, diz Cacossi.

Após concluir o que chama de reorganização da TI, Cacossi conta que a direção se sentiu confortável para direcionar os esforços à digitalização da área pedagógica. “Temos muita aplicação de TI no conteúdo pedagógico – desenvolvemos um material próprio em 3D com mais de 5 mil objetos. Além disso, videoaula, ebook interativo, material em realidade virtual, as salas de aula conectadas e duas novas unidades do Colégio Bom Jesus que são 100% WiFi, inclusive na área administrativa”, relata o gestor, dizendo que os alunos utilizam Chromebook e o sistema Google for Education para acessar o conteúdo digital, também desenvolvido pela equipe de TI.

“Tudo exerce forte influência sobre o ambiente de TI. Saímos de um ambiente controlado, com ERP, CRM e outros sistemas administrativos, para um universo totalmente dinâmico. Com uma escala que exige elasticidade, porque ao mesmo tempo em que alunos e professores estão explorando o conteúdo pedagógico, a área administrativa pode estar fechando a folha de pagamento de funcionários, por exemplo, e secretaria fazendo matrícula de novos alunos. “Digo à equipe que tudo tem que funcionar como uma plataforma de TV, com o usuário mudando de canal de forma transparente”, pontua Cacossi.

Para suportar esta premissa, o Grupo educacional contratou a plataforma da Nutanix. A plataforma de armazenamento utilizada até aquele momento se mostrou incompatível com a nova fase do Grupo, que além de oferecer um ambiente virtual de aprendizado para todas as disciplinas – com compartilhamento de conteúdo, vídeo aula, etc. – passou entregar 20% da carga horária em ensino a distância (EAD).

“Também abrimos uma nova oferta de educação a distância. Precisávamos de uma infraestrutura que nos desse segurança para abrir esta nova frente de negócio onde 100% do aprendizado é no ambiente virtual”, declara, ao justificar os critérios de escalabilidade e, principalmente, elasticidade exigidos no projeto que deu origem ao contrato com a Nutanix.

O novo ambiente também precisava responder com facilidade ao espelhamento de dados no 2º data center inaugurado Curitiba e permitir o transbordo do processamento para nuvens públicas em momentos de pico. “Concluímos que a melhor tecnologia para nos atender seria o edge computing”, diz Cacossi.

Fases

Organizado em três fazes, o projeto de implementação da plataforma Nutanix foi iniciado em janeiro de 2018, com a atualização da infraestrutura de armazenamento de dados substituída pelo apliance Nutanix 3000 e todos os seus recursos de software.

A segunda fase consiste na instalação de um cluster Nutanix em cada um dos data centers. “Compramos o 2º bloco em cada data center e fizemos a reestruturação das redes, ou seja, adaptamos o data center para que ele esteja alinhado com esta fase de multicloud”, explica Cacossi.

A 3ª fase contempla a integração com as clouds públicas, para atender aos novos desenvolvimentos e implementações administrativos e pedagógicos. O CRM Educacional já está em operação e recebeu grande aprovação de usuários, pais e alunos, segundo Cacossi. Agora a equipe de TI desenvolve um ERP para as áreas administrativa e educacional. “Sabemos que ERP é commodity, mas queremos integrar os dados a um ambiente de analytics e big data. Queremos que o ERP acadêmico nos permita, por exemplo, combater a evasão de aluno e também trabalhar a estratégia de aprendizagem mais personalizada, identificando que um aluno não está caminhando bem e no tempo adequado montar uma trilha para ele superar a dificuldade”, diz Cacossi.

Como resultado da nova infraestrutura, ele acrescenta a economia de 40% no consumo de energia e a capacidade que a equipe de TI conquistou para desenvolver inovação contanto com a infraestrutura automatizada. “Seguimos o conceito lean TI – operação enxuta, sem falha e puxada pelo cliente interno”, declara Cacossi, ao completar que a elasticidade da plataforma Nutanix permitiu também atendeu à demanda dos alunos de ensino superior que incute o conceito BYOD (bring your own device).

Totalmente conectado, o aluno pode usar laptops e smartphones para acessar conteúdos da sala virtual e da internet. “O primeiro desafio foi adequar a infraestrutura para densidade de alunos, o conteúdo, o tráfego de dados, e a segurança. O aluno do ensino superior leva a sala de aula com ele, o que gera uma demanda 24×7 da TI”, finaliza Cacossi, citando uma outra facilidade conquistada pela nova infraestrutura da TI. “Conseguimos manter o ambiente atualizado sem longos períodos de parada”.

Fonte: TI Inside

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