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CNPq participa do Frutal 2012 e debate extensão tecnológica

Paulo Sérgio Beirão aborda o tema sob a ótica da inclusão social

O Frutal 2012 – Seminário Internacional de Fruticultura, Floricultura e Agroindústria -, que realiza nos dias 25 a 27 de setembro a sua 19ª edição no Centro de Eventos, em Fortaleza, vai debater a educação profissional e a convivência com a seca. O painel, agendado para o dia 27, das 14h20 às 17h20, terá a participação do diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, para falar sobre o tema “Política de extensão tecnológica como fator de inclusão social no Brasil”.

Também participam como palestrantes no painel a secretária de Educação do Ceará, Izolda Cela, que vai abordar os avanços do programa de ensino médio integrado com implantação de 92 Escolas de Educação Profissional em tempo integral e o deputado federal Ariosto Holanda, que discute “Extensão tecnológica no contexto da educação profissional”. Após o encerramento do painel, o parlamentar cearense vai lançar o livro “Assistência Tecnológica às Micro e Pequenas Empresas”, tema do qual foi relator no Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara.

A edição do Frutal este ano tem como foco a apresentação e discussão de experiências exitosas geradas pelas instituições e produtores no contexto da convivência com o semiárido. O Ceará vive hoje a maior seca da história, comparada pelo presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, às dos anos 1915 e 1958 no que diz respeito à pluviometria. No entanto, não acontece a mesma tragédia dos anos anteriores, devido às políticas sociais de transferência de renda do governo, perenização de rios e mudança cultural dos cearenses na agricultura irrigada como a adoção de soluções tecnológicas locais, ele observa.

Como exemplo de tecnologias, Euvaldo Bringel citou cerca de 500 projetos mandalas implantados no Ceará, aproximadamente 300 barragens subterrâneas que retiveram a umidade dos riachos e outras experiências exitosas. Uma delas é a agricultura irrigada e a fruticultura, produção que melhora nos anos secos. Quando foi realizado o primeiro Frutal, em 1994, o Ceará respondia por 0,5% das frutas exportadas pelo Brasil. No ano passado, a fruticultura cearense foi responsável por 15,7% da exportação nacional no segmento e há perspectivas de ser superada este ano devido à seca.

As experiências exitosas mostradas no Frutal serão visitadas por 600 produtores do interior do Ceará acompanhados por um técnico da Ematerce que vai procurar explicar como replicar as iniciativas que deram certo. O evento este ano tem como foco central a produção com preservação dos recursos naturais. A edição do ano passado, segundo Bringel, reuniu 38 mil visitantes, mais de 200 técnicos do Brasil e Exterior, 320 estandes e R$ 30 milhões nas rodas de negócio.

Para este ano estão previstas cerca de 200 palestras e cursos que são acompanhados de apostilas. Na falta de material para estudo sobre a fruticultura no semiárido, segundo Euvaldo Bringel, o Frutal já produziu 233 livros e apostilas e contribuiu para trazer empresas com tecnologia em fruticultura para investir no Ceará. O estado em 2009 exportou mais que Petrolina, em Pernambuco, compara.

Fonte: Flamínio Araripe para o Jornal da Ciência

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