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CNPq irá analisar fraudes em pesquisas

Em junho, a Comissão de Integridade na Atividade Científica do CNPq irá analisar quatro denúncias de fraude em pesquisas científicas no Brasil. Os processos estão sendo avaliados sob sigilo pelas áreas técnicas do CNPq.

Essa será a primeira reunião da comissão que foi criada para apurar se ocorreram casos de falsificação e invenção de dados, plágio e autoplágio em pesquisas realizadas no país. De acordo com o coordenador da comissão, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, o problema sempre existiu, mas deixou de ser pontual.

Ele avalia que a aparição dessas denúncias é efeito da criação da comissão e destaca que o número de acusações é baixo levando-se em conta que o CNPq lida com 21 mil bolsistas. “Não é um número proporcionalmente significativo, mas é significativo que haja denúncias”, avaliou Beirão.

Se a comissão identificar algum problema em parecer técnico ela poderá pedir à diretoria do CNPq desde a advertência do autor e correção de erro até a suspensão de bolsas e financiamentos concedidos pelo conselho. Em casos mais graves, o problema pode ser levado à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo Beirão, as fraudes nas pesquisas tendem a ser desmascaradas. “A virtude da ciência é que nada é tomado como definitivo, sempre estão verificando”, apontou. Ele afirma, no entanto, que a produção científica pode ser induzida ao erro. “Isso implica custo, desvio. [A pesquisa] Começa a investigar uma linha que, na verdade, está errada. Está desperdiçando recurso humano, tempo, dinheiro”.

Além de Beirão, fazem parte da comissão Jailson Bittencourt de Andrade da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Silke Weber da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Alaor Silvério Chaves da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e Walter Colli da Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Agência Gestão CT&I

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