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Cientistas apostam na internet como arma

Paleontólogos brasileiros cansaram de esperar pelas negociações do governo para reaver fósseis levados do país e investem na internet como plataforma de mobilização e pressão.

Além de compartilhar denúncias nas redes sociais, eles ensinam em blogs e outros sites detalhadamente como se deve proceder caso alguém se depare com o comércio de fósseis aqui e no exterior -no Brasil, deve-se comunicar ao DNPM e à polícia.

“Por semana, eu recebo pelo menos três e-mails de alguém com dúvidas sobre o comércio de fósseis. É um trabalho de formiguinha, mas eu faço questão de responder”, diz Aline Ghilardi, doutoranda em paleontologia na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Junto com outros colegas, ela é autoras do blog Colecionadores de Fósseis (scienceblogs.com.br/colecionadores), que costuma organizar mobilizações on-line contra a venda irregular. Não raro, o grupo convoca os internautas para “inundar” a caixa de e-mails de contrabandistas e receptadores.

“Pelo menos a gente faz barulho e chama atenção. Tem de colocar fogo nas discussões mesmo. Tem de acontecer com o patrimônio de fósseis do Brasil o que houve com o arqueológico do Peru. Hoje, se alguém tentar vender alguma coisa de lá, é um escândalo. E isso independe da legislação. Nós podemos fazer o mesmo”, afirma.

No nordeste do país, o paleontólogo Felipe Monteiro, mestrando da Universidade Federal do Ceará, é um dos mais engajados.

Além das denúncias na internet, o pesquisador ajuda a divulgar os crimes nos meios de comunicação.

Fonte: Folha de São Paulo

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