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Ciência, tecnologia e inovação como imperativos para o desenvolvimento

No 2o Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência, o Reitor da UFMG, Clélio Campolina, destaca os desafios brasileiros e o caminho para o desenvolvimento do país

Teve início nesta manhã (29/10), no auditório da Reitoria da UFMG, o 2o Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência.  O objetivo do encontro é  debater temas pertinentes ao Fórum Mundial de Ciência – que será realizado pela primeira vez no Brasil, em 2013, no Rio de Janeiro (RJ)  – e também identificar demandas e recomendações que irão compor um documento nacional.

Na abertura, o Presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Jacob Palis, destacou que o evento representa um momento especial para o Brasil “Nossa ciência tem progredido e conquistado visibilidade mundial. Devemos aproveitar o reconhecimento e avançar”, disse.

O Secretário Executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luis Antônio Elias, ressaltou a importância do investimento dos recursos do Pré-sal em educação, ciência e tecnologia. “Tiramos 40 milhões de pessoas da pobreza, melhoramos a formação de recursos humanos e também a nossa capacidade de empreender na área de ciência. O desafio agora é saber como daremos um salto de qualidade rumo ao desenvolvimento. Um dos objetivos deste encontro é dar contribuições à esta questão”, pontuou.

Para a representante da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG), Luana Bononi,  o país está em um momento de efervescência da ciência brasileira, citando o Programa Ciência Sem Fronteiras, a expansão das universidades brasileiras e o aumento das bolsas de pós-graduação.

Desafios brasileiros

Crise global, mudanças geopolíticas e os desafios brasileiros foi o tema da palestra do reitor da UFMG, Clélio Campolina. Ele apresentou um panorama da economia mundial e citou a dificuldade que o mundo está em distribuir um novo padrão de governança. “Embora os pesos sejam diferentes, já enxergamos a mudança. A China, a Índia e o Brasil continuam crescendo e um dos indicadores é a produção científica”, pontua.

Campolina citou as vantagens e os desafios estruturais para o desenvolvimento brasileiro. “Temos muitas vantagens para avançar, como nossa extensa área territorial, os recursos naturais, a biodiversidade, a população, a identidade cultural, a estabilidade política e os avanços científicos recentes”, elencou. Como desafios ele cita a baixa escolaridade, como um dos mais graves problemas brasileiros. Além da desigualdade social, entraves burocráticos,  monolinguismo (maioria dos estudantes não fala inglês) e a baixa integração das instituições de pesquisa com a comunidade cientifica e com as atividades produtivas.

Para o reitor, os caminhos para a modernização das universidades devem partir de uma reestruturação da gestão acadêmica e administrativa, capacitação de línguas estrangeiras para brasileiros e de língua portuguesa para estrangeiros e ampliação de recursos para pesquisa. “A ciência, a tecnologia e a inovação são a base do desenvolvimento de uma nação”, finalizou.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social / FAPEMIG

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