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Centro-Oeste avança no consumo de TI

O crescimento acima da média nacional nas regiões Nordeste e Centro-Oeste tem feito com que as empresas dessas regiões aumentem seus investimentos em TI (tecnologia da informação) e ganhem importância no consumo corporativo de tecnologia no país.

Um estudo inédito da consultoria americana IDC, especializada em tecnologia, mostra que as empresas do Centro-Oeste devem investir R$ 9 bilhões em TI neste ano, à frente dos Estados do Sul e só atrás do Sudeste -ainda líder no consumo de tecnologia corporativa, com quase 65% do total.

Já o Nordeste, que consumirá R$ 6 bilhões em TI em 2012, apresenta as maiores taxas de crescimento do país.

Segundo o levantamento, o investimento em TI das empresas de Pernambuco, Ceará e Bahia crescerá 15% neste ano, acima da média nacional, de 13%.

O crescimento do consumo da população do Nordeste, que levou muitas companhias a investir na região, explica o movimento.

No Centro-Oeste, o que puxa o aumento é o boom do agronegócio e, consequentemente, do consumo.

Em todo o país, as empresas investirão R$ 68 bilhões em tecnologia em 2012, ante R$ 60 bilhões em 2011. O valor inclui gastos em serviços de TI, hardware e software.
Os setores que mais aumentaram seus investimentos em TI são o governo e o varejo, com crescimento de 20% em 2012.

“Esses segmentos demoraram mais para se informatizar e nos últimos cinco anos têm corrido atrás do prejuízo”, diz Roberto Gutierrez, diretor da consultoria IDC.

Isso também explica o destaque do Centro-Oeste no cenário nacional, que inclui os gastos do governo federal, em Brasília, em tecnologia.

NOVOS SETORES
O analista prevê que além do governo e do varejo, a indústria de recursos naturais, que inclui empresas de petróleo, gás e energia, se torne uma das principais consumidoras de TI nos próximos anos. “Considerando o peso na economia, esses segmentos investem pouco em tecnologia. Isso está mudando.”

Hoje, lideram o consumo de TI o setor financeiro e o de serviços, com desembolso de R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões, respectivamente.

Segundo a pesquisa, 15% do consumo de TI das empresas corresponde à aquisição de softwares.

Essa participação deve aumentar nos próximos anos, segundo Gutierrez, em função da adoção de serviços como o de computação em nuvem, que permite às companhias reduzir o investimento em infraestrutura, à medida que pagam pelo uso de servidores de outras empresas.

Fonte: MARIANNA ARAGÃO – Folha de São Paulo

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