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Brasileiros e britânicos aprimoram parceria estratégica em energia

Seminário no MCTI discutiu meios de aprofundar os esforços conjuntos pela capacitação de profissionais no setor.

Um seminário no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) reuniu, nesta quinta-feira (27), representantes brasileiros e britânicos para discutir meios de aprofundar os esforços conjuntos pela capacitação de profissionais em energia. A atividade foi realizada no contexto da visita do primeiro-ministro David Cameron ao Brasil.

“Temos muitas áreas para cooperar, desde transmissão de longa distância até nosso potencial eólico e solar”, disse o responsável pelo setor no MCTI, Eduardo Soriano. “Essa parceria em ciência e tecnologia é estratégica e o ministério pretende investir recursos em cooperação com o Reino Unido.”

O evento faz parte de um projeto de capacitação conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI (Setec) e pela Embaixada Britânica em Brasília. A iniciativa como um todo se origina de uma declaração conjunta para promoção da parceria bilateral, assinada em junho de 2011 pelo então titular da pasta, Aloizio Mercadante, e pelo ministro britânico para Universidades e Ciência, David Willets.

Hoje (28), o ministro Marco Antonio Raupp se encontra com Willets e Mercadante no Ministério da Educação. Em seguida, o titular do MCTI participa da cerimônia de recepção da presidenta Dilma Rousseff ao primeiro-ministro Cameron, no Palácio do Planalto.

“A cooperação com o Reino Unido é de grande qualidade”, apontou a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCTI, embaixadora Carmen Moura. “No caso do Ciência sem Fronteiras, buscamos ampliar ainda mais o apoio empresarial, que é de grande importância, pois um dos objetivos do programa é qualificar pessoas para atuar em projetos de inovação, na aplicação da ciência. A ideia é que a maioria dos bolsistas de graduação faça estágios em empresas.”

Para o chefe da Seção Econômica da Embaixada Britânica, Dexter Vickery, o seminário “comemora a parceria” em pesquisa e desenvolvimento com foco em energia de baixo carbono. “Elaboramos esse projeto para aumentar a cooperação entre universidades e centros de pesquisa brasileiros e britânicos.”

O coordenador de Cooperação Multilateral do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Paulo Cesar Siqueira, apresentou objetivos, metas e características do Ciência sem Fronteiras à plateia de gestores de universidades britânicas. “O programa não trabalha sozinho”, ressaltou. “No âmbito internacional, vários projetos nos apoiam.”

Dimensão

No Reino Unido, a administração do Ciência sem Fronteiras ocorre com o suporte do Universities United Kingdom (UUK), parceiro do CNPq e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Esse é um programa histórico por suas dimensões aqui no Brasil, mas também é histórico para o Reino Unido, que recebe pela primeira vez uma iniciativa dessa escala”, avaliou a consultora em Educação e Cultura da embaixada, Jaqueline Wilkins. “O programa é muitíssimo bem-vindo, tanto por parte das universidades quanto por sociedade, indústria e governo britânicos.”

“São 10 mil vagas para estudantes brasileiros ambicionados a ir para o Reino Unido nos próximos três anos. Destaque para o componente prático do programa, que, para a graduação, tem nove meses de sala de aula e três de estágio industrial, de mão na massa”, explicou Wilkins. Ao todo, 792 bolsistas embarcam rumo ao país neste ano – boa parte entre setembro e outubro.

Outra atividade do evento buscou identificar necessidades de capacitação em diversos ramos do setor, com apresentações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), do Centro de Tecnologia do Gás e Energias Renováveis (CTGas) e das associações brasileiras do Carvão Mineral (ABCM), de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e de Energia Eólica (Abeeólica).

Numa fase inicial, o projeto prevê dois cursos de energia eólica na segunda quinzena de novembro – em Porto Alegre, em parceria com a Abeeólica e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), e em Natal, com apoio do CTGas e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A Loughborough University participa dos dois eventos.

Missões

De acordo com Eduardo Soriano, além de seminários, cursos e intercâmbio acadêmico, o projeto vai organizar missões internacionais para fortalecer a imagem de que o Brasil está aberto à cooperação com empresas e à instalação de centros de pesquisa de classe mundial. Outra frente é a página Energia Reino Unido, lançada hoje para facilitar o acesso de brasileiros a universidades britânicas. “A ideia é que o site cresça e, no futuro, ofereça também um catálogo das universidades brasileiras em energia”, disse Soriano.

Ainda no seminário do MCTI, representantes dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento em energia de dez universidades britânicas e outras dez brasileiras trocaram informações sobre os pontos fortes da cada instituição.

Fonte: Ascom do MCTI

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