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Brasil tem segundo menor crescimento de linhas móveis da história

O Brasil registrou o segundo menor crescimento de linhas móveis da história dos levantamentos da Anatel (iniciados em 2000) ao adicionar apenas 280 mil novas habilitações em julho, encerrando o mês com uma base total de 256,4 milhões de assinantes. Foi um crescimento quase nulo, de apenas 0,1% em relação a junho. Naquele mês, foram contabilizados 1,18 milhão de novos acessos em relação a maio. Vale lembrar que o pior desempenho da base móvel brasileira se deu 2006, quando a Vivo enxugou sua base de usuários inativos e houve redução de 0,67% (617 milhões de linhas) no total de usuários móveis do País.

Não por acaso, o fraco desempenho aconteceu em meio a um cenário em que problemas de qualidade das operadoras móveis ganharam espaço de destaque na mídia, a partir de uma proibição de venda de linhas e novas habilitações no Estado do Rio Grande do Sul. Na sequência, a Anatel determinou a suspensão de vendas da pior operadora em desempenho por Estado em todo o País. A Claro ficou impedida de comercializar o serviço em Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. A Oi, no Amazonas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Roraima e Rio Grande do Sul. E a TIM, em todos os demais 18 estados e o Distrito Federal.

Afetadas

A suspensão das vendas durou apenas dez dias, mas, somada aos danos de imagem sofridos pelas operadoras, foi o suficiente. A TIM, punida pela suspensão da agência na maior parte do País, perdeu mais de 201,3 mil assinantes móveis em sua base total. Nos estados em que foi suspensa, a perda chegou a quase 354 mil linhas, mas foi em parte compensada pelo crescimento em São Paulo, que adicionou 135,4 mil usuários.

Foi a primeira vez que a TIM experimentou uma redução na sua base de assinantes móveis desde que reformulou seus pacotes de serviço e iniciou a oferta do plano Infinity, em abril de 2009. E a situação pode não melhorar ainda em agosto, já que neste mês foi divulgado um relatório da regional de São Paulo da Anatel afirmando que a tele derruba propositadamente as ligações dos usuários Infinity. A TIM atribuiu “erros crassos” na metodologia do levantamento da regional, apresentou sua defesa à Anatel e ainda aguarda as conclusões do Processo Administrativo de Averiguação de Descumprimento de Averiguação (Pado) gerado a partir do relatório. Até o momento, a TIM não pode ser acusada de nada, mas, como lembrou o vice-presidente de assuntos regulatórios e institucionais da operadora, Mario Girasole, mesmo que depois venha a ser comprovado que o relatório está incorreto, é difícil reverter o dano causado à reputação da empresa. “Vai demorar muito tempo para recuperar essa queda na nossa imagem”, reconheceu Girasole.

O crescimento da Claro caiu 40% em julho, mas ainda assim, expandiu sua base: adicionou 108,8 mil no mês, contra 278,2 mil em junho. Dos três estados em que foi suspensa, a Claro perdeu base apenas em Santa Catarina (redução de 34,2 mil clientes).

Já a Oi, dentre os estados em que foi punida, perdeu clientes apenas no Mato Grosso do Sul , com redução de somente 429 linhas móveis. A operadora, contudo, registrou perda de 314 mil assinantes em São Paulo. Ao todo, a Oi teve viu sua base de assinantes móveis encolher em 110 mil linhas no País.

Vivo

Essas desconexões, entretanto, não significaram o encolhimento do mercado, mas sim uma migração de operadoras, e com endereço certo. Como esperado, a única operadora não punida pela Anatel, a Vivo, foi a grande beneficiada. A tele mais que dobrou seu total de adições líquidas no mês: adicionou nada menos que 461,5 mil clientes à sua base em julho (em junho o total de adições fora de 181 mil).

No ranking das operadoras, a Vivo lidera com uma base total de 76,2 milhões de clientes e market share de 29,7%; seguida pela TIM, com 68,7 milhões (26,8%); Claro, 63,1 milhões (24,6%); e Oi, 47,7 milhões (18,6%). A Algar Telecom (CTBC) encerrou julho com 744,8 mil usuários móveis (0,3% de participação de mercado) e a Sercomtel, com 73,5 mil clientes.

3G

O total de acessos 3G chegou a 53,95 milhões de usuários, dos quais 47,7 milhões eram handsets 3G e os outros 6,25 milhões, modems de dados. A Claro lidera esse mercado, com share de 31,7% e 17,1 milhões de acessos (15,4 milhões de handsets e 1,7 milhão de modems). A Vivo tem 30,4% do mercado, com 16,4 milhões de linhas móveis 3G (13,3 milhões de handsets e 3,1 modems). Na terceira posição, com share de 29%, vem a TIM, com 15,6 milhões de acessos (14,8 milhões de handsets e 834 mil modems). A Oi tem apenas 8,4% do mercado de banda larga móvel 3G: são 4,5 milhões de acessos (3,9 milhões de handsets e 610 mil modems).

M2M e Porto Seguro

Desde o mês de junho, a Anatel passou a segregar os números móveis destinados a comunicação máquina-a-máquina (M2M). É nesse segmento que a mais nova tele móvel brasileira em operação deu início a suas atividades. A Porto Seguro, que opera no modelo de operadora móvel virtual (MVNO), aparece pela primeira vez no levantamento da Anatel com 2 mil linhas em serviço, todas classificadas como M2M.

O Brasil encerrou julho com um total de 6,2 milhões de acessos M2M. A Claro lidera com 45% desse mercado, seguida pela TIM (24,6%), Oi (15,1%), Vivo (14,6%) e CTBC (0,6%).

Fonte: Teletime

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