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Brasil tem 6,7 milhões de universitários

Número de alunos em curso superior em 2011 cresceu 5,7%

O número de universitários no Brasil chegou a 6,7 milhões no ano passado, um aumento de 5,7% em relação a 2010. Em números absolutos, isso significou um acréscimo de 360 mil matrículas de graduação do ensino superior brasileiro. O maior impulso se deu em instituições públicas, onde houve crescimento de 7,9%. Já nas instituições privadas, o aumento foi de 4,8%.

Os dados do Censo da Educação Superior 2011 foram apresentados nesta terça-feira (16) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa. A previsão é de que os microdados, mais detalhados, por unidade da Federação e demais recortes sejam divulgados no portal do Inep a partir da próxima semana.

“Este é um ritmo bastante significativo que estamos conseguindo projetar”, salientou o ministro. Segundo ele, políticas de indução, como o Programa Universidade Para Todos (ProUni), Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) sustentam as taxas de crescimento na educação superior. Nos últimos anos, o MEC já concedeu mais de um milhão de bolsas integrais e parciais do ProUni, além de 570 mil contratos do Fies.

Apesar da expansão, o Brasil segue atrás de países desenvolvidos e mesmo de vizinhos da América do Sul em termos de acesso ao ensino superior. Em 2011, apenas 14,6% dos jovens de 18 a 24 anos estavam matriculados na universidade. Com esse resultado, o País não alcançou sequer metade da meta traçada pelo primeiro Plano Nacional da Educação, que previa atingir o patamar de 30% em 2010. Se forem considerados os jovens já diplomados nessa mesma faixa etária, a proporção sobe para 17,8%.

Para Mercadante, a ampliação foi positiva. O problema, segundo ele, é que o Brasil corre para reduzir o prejuízo, já que partiu de patamares baixos após a estagnação da década de 1980. “Precisamos de muito mais jovens universitários no Brasil do que nós temos hoje. Esse é o primeiro desafio: ampliar o acesso. Pobres, pretos, pardos e regiões menos desenvolvidas precisam ter mais presença. E isso tudo tem que ser feito com qualidade”, disse Mercadante.

De acordo com o Censo, as instituições privadas concentravam no ano passado 73% das matrículas, o equivalente a 4,96 milhões. Já as federais respondiam por 1,03 milhão de estudantes. Pela primeira vez, as federais ultrapassaram a marca de um milhão de alunos de graduação, resultado da expansão iniciada no governo Lula. O ministro admitiu, porém, que os novos campi têm deficiências e que é preciso saná-las.

Os dados do Censo da Educação Superior também apontam que o percentual de pretos e pardos de 18 a 24 anos que frequentam ou já concluíram o ensino superior de graduação evoluiu de 1,8% para 8,8% e 2,2% para 11%, respectivamente. “Este número ainda é baixo, mas vai melhorar com a política de cotas. Uma década é um prazo razoável para diminuir a desigualdade”, destacou Mercadante, referindo-se à lei de cotas, que reserva 50% das matrículas em universidades federais e institutos federais de ciência e tecnologia para estudantes oriundos de escolas públicas, com baixa renda, além de pretos, pardos e indígenas.

Entre as áreas de formação, o maior crescimento é nos cursos tecnológicos, que tiveram aumento de 11,4% na procura. Os cursos de licenciatura registraram o menor interesse e ficaram praticamente estagnados, com 0,1% de crescimento. A demanda do mercado de trabalho é a causa do aumento, segundo Mercadante.

Acesse a apresentação do ministro – com os primeiros dados do Censo, análises macro e em série histórica – no linkhttp://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=11799&Itemid=.

Fonte: Jornal da Ciência com Agências de Notícias

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