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Brasil lança equipamento 100% nacional para estudar região na Antártica

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) realizou, no âmbito do projeto interception, durante as atividades da 31ª Operação Antártica do Proantar, ocorrida de 1° a 3 de novembro, o lançamento e a ancoragem de uma boia meteo-oceanográfica de grande porte. Esta foi a primeira vez na história do programa que esse tipo de instrumento foi lançado em águas polares por um navio brasileiro – o Navio Polar Almirante Maximiano da Marinha do Brasil.

A boia, de aproximadamente 700 quilos e 2 metros de diâmetro, abriga vários sensores oceanográficos e meteorológicos e uma plataforma (PCD-Argos) que permite o recebimento dos dados medidos em tempo quase real. Com esse equipamento, estudos sobre as interações entre o oceano, a zona costeira e a atmosfera na região da ilha Deception, na Antártica, serão contemplados com os dados coletados por novos equipamentos do Inpe.

Os meteorologistas Marcelo Santini e Rose Freitas, do Centro Regional Sul (CRS) do Inpe, coordenaram o lançamento nas águas da baía de Port Foster, na ilha Deception, formada por um vulcão ativo cujo cume se projeta para fora da água acima do nível do mar – a forma de ferradura permite a entrada de navios na área da cratera vulcânica destruída.

De acordo o pesquisador do CRS/Inpe em Santa Maria (RS), Ronald Buss, que coordena o interception, o projeto foi motivado pela completa falta de dados meteo-oceanográficos na região. “O forte aquecimento das águas costeiras do Oceano Austral encontradas na baía semifechada interna da ilha regula localmente os fluxos de calor na interface com a atmosfera, no oceano aberto adjacente e também na zona costeira contígua à ilha”, afirmou.

Para o diretor do Inpe, Leonel Perondi, um dos grandes aspectos do projeto é o forte componente de instrumentação nacional. “O sistema foi completamente construído e integrado por uma empresa brasileira. Assim, nesta realização, cumprem-se dois importantes objetivos da atuação do Inpe: o avanço do conhecimento científico e as suas aplicações e o avanço da qualificação da indústria nacional para o projeto e fabricação de produtos com conteúdo tecnológico”, disse.

Fontes: Agência Gestão CT&I de Notícias com informações do Inpe e do MCTI

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