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Brasil deve aumentar investimento em C&T para superar crise mundial, defende reitor da UFMG

O Brasil não deve se acomodar por ter atingido status internacional com a política econômica. De acordo com o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Clélio Campolina, se o país deseja crescer deve aumentar os investimentos em ciência e tecnologia para melhorar o processo produtivo e elevar a competitividade no exterior.

Clélio Campolina Diniz foi um dos palestrantes do 2º Encontro Preparatório do Fórum Mundial de Ciência, realizado na UFMG, em Belo Horizonte (MG). Na visão do reitor, a ciência precisa ser vista como elemento básico para o desenvolvimento tecnológico e de inovação.

“Hoje o Brasil se depara com uma janela de oportunidades que pode ganhar ou perder”, afirmou Diniz, que é professor titular do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Ele citou o exemplo da redução da participação da economia dos Estados Unidos em uma década, de 30,6% do PIB mundial, para 27,9% em 2010, enquanto a da China cresceu de 3,7% para 7,8% no mesmo período, ao passo que a brasileira subiu de 2,0% para 2,2%.

De acordo com o economista, o Brasil ainda é o país que menos investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Dados do MCTI mostram que os investimentos em ciência e tecnologia (C&T) correspondem a 1,4% do PIB, sendo a maior parte sendo aplicada pelo setor público.

Diniz recomendou ao governo federal que estimule o setor privado a investir em pesquisas científicas e tecnológicas. “O Brasil precisa encontrar uma forma para estimular a entrada dos investimentos estrangeiros em ciência, tecnologia e inovação”, disse o reitor. “Esses são alguns dos elementos da estrutura econômica brasileira que precisam ser atendidos”, ressaltou.

Ao mesmo tempo em que o Brasil registra uma pequena participação na produção científica no total mundial,  cerca de 2,7%, Diniz destaca o potencial brasileiro para conquistar mais espaços no cenário internacional. No entanto, existem obstáculos como a falta de domínio do idioma inglês, a baixa escolaridade, e a baixa interação entre universidades e o setor privado.

Fonte: Agência Gestão CT&I de Notícias com informações do Jornal da Ciência

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