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Bolsas de estudo no exterior serão em áreas estratégicas

A partir desta quarta-feira, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) informará a 250 universidades e institutos federais de educação tecnológica de todo o país o número de bolsas de estudo a que cada instituição terá direito no programa Ciência sem Fronteiras para enviar alunos ao exterior.

As bolsas têm valor de US$ 870, com duração de um ano, e começarão a ser pagas em 2012 após processo de seleção pública no centro de pesquisa.

O número de bolsas por instituição foi estabelecido de acordo com o desempenho de cada universidade no Pibic (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) e Pibiti (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação).

Na primeira etapa estarão disponíveis 2.000 bolsas nos cursos de ciências da saúde (como medicina, enfermagem, farmácia, odontologia, nutrição); ciências da vida (biologia, genética, bioquímica, farmacologia); e engenharias e tecnologias (engenharia civil, engenharia de produção, engenharia mecânica, engenharia elétrica-eletrotécnica).

As áreas escolhidas são consideradas estratégicas pelo governo na chamada “economia do conhecimento”.

A intenção é que o país desenvolva mais pesquisas com vista à inovação tecnológica e que o mercado crie produtos de maior valor agregado.
Por isso, o pagamento da bolsa prevê que os alunos estudem e pesquisem durante o período de seis a nove meses e que tenham experiência de estágio por pelo menos três meses em laboratórios de tecnologia ou centros de pesquisa de empresas no exterior.

UNIVERSIDADES ESTRANGEIRAS

O anúncio das bolsas ocorreu na terça-feira (16) em Brasília pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, e pelo presidente do CNPq, Glaucius Oliva.

Segundo Mercadante, a exigência do estágio é para que o jovem volte com o currículo profissionalizado, melhorado.

“Quem estiver dentro desse programa vai ter um currículo de excelência e certamente as empresas terão todo o interesse em contratar os alunos que estudarem nas melhores universidades do mundo”, disse.

Para o envio dos estudantes, o programa Ciência sem Fronteiras selecionou 238 universidades estrangeiras, escolhidas conforme a lista de instituições da Times Higher Education e QS World University Rankings.

A escolha das universidades é responsabilidade das instituições a que os estudantes estão ligados e os estágios deverão ser providenciados pelos alunos.

O governo está buscando firmar acordos com empresas estrangeiras para a oferta de estágios, como na área de telecomunicações, petróleo e produção de fármacos.

Têm preferência para participar do programa os melhores alunos de iniciação científica e tecnológica, que tenham mais de 600 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e sejam premiados em olimpíadas científicas (como matemática e ciências).

As bolsas serão concedidas a estudantes que tenham cumprido de 40% a 80% dos créditos do curso. Os créditos feitos no exterior deverão ser reconhecidos.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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