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Biotecnologia é novo alvo da Investe Rio

A Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (Investe Rio), aproveitou a flexibilização feita pelo Banco Central (BC) nos limites de atuação das instituições criadas para substituir os antigos bancos de desenvolvimento dos Estados e destinou R$ 70 milhões, equivalentes a 22% do seu capital de R$ 315 milhões, para investimentos em renda variável. As primeiras aplicações, no total de R$ 14 milhões foram destinadas a dois fundos, um voltado para empresas inovadoras em biotecnologia e outro voltado para a indústria cinematográfica.

“Entrar em fundos é interessante porque a gente alavanca”, disse Maurício Chacur, presidente da agência. Foi com esse objetivo que, no mês passado, a Investe Rio subscreveu cotas no valor de R$ 10 milhões do fundo de “venture capital” Burrill Brasil 1, constituído pela gestora de recursos americana Burrill & Company com a meta de alcançar um total de US$ 200 milhões. Com a participação de R$ 10 milhões assegura inversões em valor semelhante em empresas do Estado, com perspectiva de alcançar R$ 10 milhões.

Na área de cinema, a Investe Rio está ajudando com R$ 4 milhões a constituir, em parceria com o BNDES, a Riofilme (empresa da prefeitura da capital) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) um fundo, o Funcine, no valor total R$ 18 milhões para financiar a produção, distribuição e exibição de filmes.

Segundo Chacur, além de financiar, o fundo poderá adquirir participação acionária na produtora ou entrar como co-produtora. Os cotistas fundadores estão agora tentando atrair empresas privadas com o objetivo de elevar o capital do fundo para R$ 25 milhões. Os recursos aplicados poderão ser abatidos no Imposto de Renda, mesmo tendo a perspectiva de render 12% ao ano, segundo o presidente da agência estatal fluminense.

Entre as novas medidas normativas do BC, uma resolução de 27 de outubro permitiu que agências de fomento estaduais possam aplicar em empresas de responsabilidade limitada (antes só podiam investir em ações de sociedades anônimas), desde que o investimento esteja limitado a 25% do capital da empresa. Com essa medida, Chacur disse que até o fim do ano a Investe Rio fecha o primeiro investimento em uma empresa por fora do caminho dos fundos. Outras duas estão em negociações adiantadas.

O executivo, que também é presidente da Associação Brasileira de Bancos de Investimento, disse que os investimentos da Investe Rio em renda variável terão três focos: um estratégico, direcionado à chamada ciência da vida – com ênfase em biotecnologia – e em tecnologia da informação e de comunicação.

O segundo foco é em setores nos quais o Rio de Janeiro teria vantagens competitivas evidentes, destacando-se o de energia e a indústria de audiovisual. O Rio produz mais de 80% do petróleo brasileiro e, segundo Chacur, 60% dos filmes nacionais, que geram 90% da bilheteria, são feitos no Estado. O terceiro foco é para segmentos considerados de relevância socioeconômica para o Estado, como o turismo, hotelaria e tecnologias limpas.

O presidente da agência de fomento disse que a prioridade dos investimentos é para empresas de elevado potencial tecnológico e que estejam em fase inicial de desenvolvimento. Dessa forma, as aplicações serão pequenas, não devendo passar de R$ 3 milhões por empresa. Na área de biotecnologia, segundo Chacur, a Investe Rio associou-se ao Sebrae para contratar um estudo com o objetivo de orientar as aplicações da agência e a própria política estadual para o setor.

Fonte: Valor Econômico

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