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BID praticamente dobra crédito para sustentabilidade

De acordo com relatório obtido pela Folha, recursos chegaram a US$ 3,5 bi em 2009

O Banco Inter-Americano de Desenvolvimento aumentou fortemente a destinação de fundos para melhoria ambiental, mudança climática e energias renováveis, chegando ao recorde de US$ 3,5 bilhões em 2009 -quase o dobro do ano anterior.

Os dados são de um relatório elaborado por um grupo independente comissionado pelo BID para revisar suas ações em sustentabilidade. O texto, obtido pela Folha, está sob avaliação pela diretoria do banco e ainda não foi aprovado oficialmente.

O BID deu um salto de US$ 11,2 bilhões em 2008 para US$ 15,5 bilhões em seus empréstimos totais em 2009.

Um total de 15 dos 33 empréstimos aprovados em 2009 (aproximadamente US$ 2 bilhões) estão relacionados a mudança climática e energias renováveis.

Outro US$ 1,8 bilhão foi destinado a projetos sobre água e sistemas sanitários, e US$ 55,3 milhões foram para gerenciamento de risco de desastres naturais.

Os autores mencionam a necessidade de foco em prevenção e mitigação de desastres, citando o terremoto no Haiti, as enchentes na Colômbia e os recentes deslizamentos no Brasil.

No mesmo período, a cooperação técnica para eficiência energética e energias renováveis, gerenciamento de risco e biodiversidade alcançou US$ 62,4 milhões.

O IAG (Grupo Independente de Assessoria em Sustentabilidade), responsável pelo relatório, diz que a forte recuperação da América Latina no pós-crise é uma oportunidade para o BID cumprir o compromisso de aumentar de 5% para 25%, até 2015, a fatia de empréstimos destinados à sustentabilidade.

O grupo afirma que há vários temas em que o banco precisa se empenhar mais, como biodiversidade e ecossistemas. Além de distribuição de renda, igualdade de acesso a serviços e empregos e inclusão social, considerados “tão cruciais para sustentabilidade como crescimento econômico e gerenciamento de recursos naturais”.

Os dados de investimentos do BID para 2010 ainda não estão disponíveis -só deverão ser divulgados pelo banco em março.

Fonte: Jornal da Ciência de 08/02/2011 com informações da Folha de São Paulo

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