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Argentina eleva contas de gás e energia para custear investimentos

O governo da Argentina anunciou nesta sexta-feira que permitirá que companhias dos setores de eletricidade e gás natural poderão elevar seus preços, há anos congelados, para financiar investimentos de cerca de 2 bilhões de pesos (US$ 415 milhões) ao ano em infraestrutura de distribuição.

O ministro do Planejamento, Julio de Vido, afirmou em conferência de imprensa que a alta, válida a partir deste mês, financiará a expansão das redes de distribuição de eletricidade e gás natural.

As companhias de eletricidade Edenor e Edesur, que fornecem eletricidade para quase 13 milhões em Buenos Aires e na zona metropolitana da capital, financiarão investimentos anuais de cerca de 1 bilhão de pesos, acrescentou o ministro. O aumento nas cobranças da Metrogas e da Gas Natural BAN e outras companhias do setor financiará outro 1 bilhão de pesos, segundo a autoridade.

A Argentina congelou os preços das fornecedoras de gás e energia em 2002, após o país declarar um default em sua dívida soberana e desvalorizar sua moeda.

O rápido crescimento econômico entre 2003 e 2010, os baixos preços e o crescente poder de compra levaram a demanda a crescer 4% ao ano, superando a capacidade das empresas para manter e expandir sua infraestrutura.

O sistema de distribuição de energia do país, cada vez mais sobrecarregado, é testado durante os períodos de pico de demanda, especialmente no verão, quando os moradores ligam seus aparelhos de ar-condicionado. Vários blecautes foram registrados, alguns dramáticos, como aquele que afetou uma porção significativa do sul e centro de Buenos Aires mais cedo neste mês, na hora do rush da noite.

O vice-ministro da Economia, Axel Kicillof, afirmou que o governo manterá sua política de subsidiar a eletricidade e o gás natural. Kicillof disse que os subsídios ajudam os consumidores e também garantem que as companhias do país estejam competitivas diante de rivais sul-americanas.

O orçamento de 2013 do governo prevê 41,7 bilhões de pesos em subsídios em energia, segundo estimativas da ASAP, entidade não governamental dedicada à busca da melhoria nas finanças do setor público. “Nós temos sido capazes e continuaremos a sustentar alvos níveis de subsídio”, afirmou Kicillof em coletiva de imprensa.

Fonte: Dow Jones Newswires/ Valor Econômico

 

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