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Angelo Padilha é nomeado presidente da Cnen

Engenheiro de materiais, Angelo Padilha iniciou suas atividades profissionais no Instituto de Energia Atômica (IEA), atual Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

O professor Angelo Fernando Padilha é o novo presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclerar (Cnen). Sua nomeação foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (20). Atuando em pesquisa, desenvolvimento e inovação de materiais para reatores nucleares há mais de 35 anos, Padilha é natural de Novo Horizonte, em São Paulo, tem 59 anos, é casado e pai de dois filhos.

Formado em engenharia de materiais na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em 1974, Angelo Padilha iniciou suas atividades profissionais no Instituto de Energia Atômica (IEA), atual Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), unidade da Cnen em São Paulo, onde permaneceu por 13 anos.

Em 1977 obteve o mestrado na Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) e em 1981 cursou seu doutorado com bolsa da Cnen na Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade de Karlsruhe, na Alemanha. Sua tese abordou os materiais para o elemento combustível do reator rápido regenerador alemão SNR-300.

Em 1988 foi contratado como docente pela Poli, onde obteve os títulos de professor livre-docente e professor titular. Orientou cerca de 40 dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas na Poli, no Ipen, na Unicamp e na Alemanha. Padilha também foi pesquisador visitante no Centro Nuclear de Karlsruhe, no Instituto Max Planck de Stuttgart, na Universidade do Ruhr de Bochum e professor visitante na University of Wales Swansea, no Reino Unido.

Pesquisador do CNPq há quase 20 anos, recebeu vários prêmios científicos nacionais e internacionais, coordenou vários projetos de pesquisa e desenvolvimento, foi consultor de várias empresas e assessor de diversas agências de fomento. Na área nuclear, fez parte da equipe que projetou o primeiro reator nuclear brasileiro de potência (para propulsão nuclear), foi consultor técnico da INB – Indústrias Nucleares do Brasil e do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTM-SP).

Fonte: Jornal da Ciência