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Alagoas discute formato do Parque Tecnológico Social

O Governo do Estado discutiu detalhes do projeto do Parque Tecnológico Social de Alagoas, em reunião realizada nesta segunda-feira (3), na Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande). Em uma iniciativa integrada entre o Governo, sociedade civil, por meio das representatividades industriais e academia, o intuito é promover a instalação e consolidação de indústrias de base tecnológica em Alagoas.

A ideia inicial é que seja instituída uma fundação, no formato de pessoa jurídica de direito privado, responsável pela manutenção e administração do Parque Tecnológico. “Precisamos estabelecer uma parceria estreita com o setor produtivo para assim garantir a continuidade das ações que visam o desenvolvimento econômico de Alagoas”, afirmou o secretário do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes.

Além de atuar como uma estrutura para auxiliar na fixação de empresas de base tecnológica, o Parque terá como diferencial a promoção de serviços de apoio ao empreendedorismo, para fortalecer os negócios dos associados.  As empresas incubadas contarão com apoio institucional, como assessoria contábil, fiscal, tributária e ambiental.

 

Para definir o modelo do projeto, o secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Setton, destacou o trabalho de contato, realizado nos últimos meses, com fundações de parques tecnológicos de todo o Brasil. “Através do estímulo da criação e consolidação de empresas de alto conteúdo tecnológico em Alagoas, iremos movimentar a economia do estado”, afirmou.

O assessor especial da Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti), Antônio Russo, explicou que o Parque Tecnológico Social visa fomentar e incubar empresas de caráter inovador. “Uma metalúrgica que desenvolveu um novo processo de fabricar pregos, por exemplo, poderá ser uma associada”, disse Antônio Russo. Ele ainda revele que a Secti também estuda a possibilidade de implantação de novos polos tecnológicos nas áreas do turismo, navipeças, têxtil e energias renováveis.

A Escola Empreender, também parte do projeto, vai disponibilizar oficinas de desenvolvimento de produtos às empresas hospedadas nos Polos que estão sendo implantados e discutidos pelo Estado – como o agroalimentar, de materiais e polímeros e de tecnologia da informação e telecomunicações. O objetivo é promover o contato entre o setor produtivo e o conhecimento, com o auxílio de especialistas das instituições de ensino.

“Na área plástica, já contamos com o Núcleo de Tecnologia do Plástico (NTPlás) e agora deve ser agregado toda essa base científica e de inovação para fomentar o setor”, afirmou o secretário Luiz Otavio Gomes.

A qualidade dos produtos das empresas associadas ao Parque Tecnológico também será testada. Por meio do laboratório da qualidade, tudo o que for fabricado será analisado, buscando dar condições para que os empreendedores atuem no mercado com uma maior competitividade e em igualdade com as empresas já consolidadas no setor.

“O empresário ainda contará com o apoio do Estado para obter êxito na gestão dos seus negócios, assim como alcançar um maior acesso aos provedores de capital para o fomento tecnológico, através de uma intermediação com os institutos de pesquisa”, explicou o secretário Eduardo Setton..

A Seplande, a Secti e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) serão os envolvidos por parte do Governo no processo de implantação do Parque Tecnológico e Social. A Federação das Indústrias (Fiea) e o Sebrae/AL são algumas das instituições que irão representar a sociedade civil. No âmbito acadêmico, o projeto contará com o suporte da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Cesmac, entre outras.

Fonte: SECT-AL

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