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AkzoNobel avalia montar centro de P&D no Brasil

A companhia holandesa do setor químico AkzoNobel, dona de marcas como a das tintas Coral, estuda a construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil. O local, o valor e o prazo do investimento ainda serão analisados pela companhia, que possui seis unidades do tipo no mundo.

“Temos seis centros de pesquisa e desenvolvimento espalhados pelo mundo. Temos vários engenheiros competentes no Brasil e ainda não temos um centro de P&D. Nossos clientes nos perguntam sobre isso. E estamos considerando essa possibilidade”, afirmou o principal executivo global da AkzoNobel, Ton Büchner.

O projeto faz parte da estratégia da companhia de aumentar sua atuação no Brasil, que responde hoje por 5% dos negócios mundiais e 60% das atividades na América Latina. O faturamento no país cresceu 10,8% em 2011, totalizando € 949 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões). O resultado foi maior que o aumento da receita global da empresa no ano passado, de 7%, contabilizando € 15,7 bilhões no ano passado.

“O Brasil tem um tremendo mercado doméstico e está crescendo num ritmo saudável. Vamos continuar investindo para crescer mais rápido do que o mercado”, ressaltou o executivo. O Brasil foi o primeiro país que Büchner escolheu para visitar após ter assumido o cargo, em abril.

A holandesa tem a meta de aumentar a receita no Brasil para € 1,5 bilhão até 2015. Sem revelar valores, o executivo disse que a empresa vai investir “o que for preciso” para atingir a marca. O Brasil é hoje o quarto maior mercado do grupo, atrás de Estados Unidos/Canadá (€ 3,14 bilhões), China (€ 1,37 bilhões) e Alemanha (€ 1,28 bilhão). Com 17 fábricas em sete Estados e 2,8 mil funcionários, o país concentra atividades nas três áreas de negócios mundiais da AkzoNobel: tintas decorativas, revestimentos e insumos químicos.

Em fevereiro, a AkzoNobel anunciou um investimento de € 80 milhões em uma nova “ilha química” para a fabricação de insumos para celulose no Brasil. O projeto foi o segundo maior investimento anunciado pelo grupo nos últimos 12 meses. A usina, que será operada pela Eka Chemicals, unidade de negócios de papel e celulose da companhia, vai atender à nova fábrica da Suzano no Maranhão.

O setor de papel e celulose é apenas um dos segmentos nos quais a AkzoNobel planeja estruturar seu crescimento no país. A companhia também vê oportunidades de negócios nos setores de petróleo e gás natural, mineração, biocombustíveis, agroindústria e de torres para parques eólicos, entre outros.

Segundo o diretor regional para a América Latina e diretor da companhia no Brasil, Jaap de Jong, a companhia olha com atenção especial o crescimento das atividades da Petrobras, com o desenvolvimento dos campos de petróleo e gás natural na camada pré-sal. A empresa espera fornecer tintas especiais para as embarcações da petroleira.

“Os fundamentos da economia brasileira são fortes, dos pontos de vista financeiro e político”, destacou de Jong.

Fonte: Valor Econômico

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