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Agentes Locais apoiam mudança de cenário brasileiro

Produtividade, qualidade, inovação e sustentabilidade. Essa é a evolução do diferencial competitivo das empresas nos últimos 30 anos, segundo o gerente de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae, Enio Pinto. Segundo ele, a maioria das micro e pequenas empresas brasileiras permanece com o foco de 1980, ou seja, na produtividade. Cenário que tem mudado a partir do trabalho dos Agentes Locais de Inovação (ALI). “A função dos agentes é fazer com que as empresas deem um salto de 30 anos em dois anos, período em que o profissional acompanha as empresas”, diz o gerente.

Os ALI têm papel preponderante na transformação dos pequenos negócios. Eles levam soluções que ajudam empresários a aumentarem sua competitividade. Os 432 agentes formados são bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e têm como meta trabalhar 50 empresas em até dois anos. Hoje eles atuam em 25 unidades da federação.

De acordo com Enio Pinto, a meta nacional do programa para este ano é realizar 20 mil atendimentos. O Sebrae também pretende ter mil agentes atendendo em campo até o final de 2012. Em 2010 foram realizadas 5.015 consultorias. Em 2011, de janeiro a junho, o número já chega a 4.304. O gerente palestrou nesta sexta-feira (15), durante o 2º Encontro Nacional dos Agentes Locais de Inovação (ALI), que encerra hoje à tarde, em Porto de Galinhas (PE). Participam 450 pessoas, entre 395 ALI, consultores e gestores do programa.

A tarefa dos ALI não e fácil. Ao fazer um panorama das micro e pequenas empresas brasileiras, Énio afirmou que, em relação à quantidade, o Brasil está bem. Conta com 21,1 milhões de empreendedores. No quesito qualidade, porém, o cenário é deficiente. “Muitos ainda empreendem por necessidade, fator que contribui para a falta de inovação e o aumento de mortalidade das empresas”, disse. Ele também enfatizou ser baixa a produtiva desses empreendimentos, onde 99,1% dos negócios do Brasil são micro e pequenas empresas, e que essas correspondem apenas por 20% do Produto Interno Bruto (PIB).

Frente a esse cenário, Enio apontou que o trabalho dos ALI deve ser focado no aumento da receita e produtividade das empresas, redução de desperdícios e custos de produção. São mudanças que vão resultar em ganhos. “Parte desses ganhos deve ser revertida em inovação”, destacou. Para fazer isso, os ALI contam com duas importantes ferramentas de trabalho: os programas Sebraetec e Sebrae Mais, ambos desenvolvidos pelo Sebrae.

Ferramentas inovadoras

O Sebraetec subsidia os custos de serviços tecnológicos prestados por empresas especializadas em tecnologia e inovação, as quais irão buscar soluções para otimizar os resultados da gestão, aperfeiçoar processos ou produtos da pequena empresa. “O Sebrae apóia estudo de viabilidade técnica e econômica, diagnóstico e clinica tecnológica, aperfeiçoamento tecnológico e certificação”, informou Enio. Hoje o programa conta com 483 prestadoras de serviços tecnológicos.

Para a coordenadora nacional do programa Sebrae Mais, Hannah França Salmen, “a empresa precisa ser competente em gestão para ser inovadora e se sustentar a logo prazo”. Por isso, há quatro anos, o Sebrae tem trabalhado, por meio da sua área de Capacitação Empresarial, na criação de “soluções sofisticadas e contemporâneas para empresas que se encontram em estágio avançado de sobrevivência no mercado”. São oito soluções que compõem o programa Sebrae Mais, entre elas estão, a Gestão da Inovação, a Gestão da Qualidade e a Ferramenta de Gestão Avançada.

Fonte: Agência Sebrae

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