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Aeroporto de Belo Horizonte testa reconhecimento facial

Os passageiros do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (MG) vão experimentar, a partir desta sexta-feira, 28/05,, o Embarque + Seguro 100% digital, com o uso de reconhecimento facial. O projeto do Ministério da Infraestrutura (MInfra) desenvolvido pelo Serpro, empresa de tecnologia do Governo Federal, tem o objetivo de tornar mais eficiente, ágil e seguro o processo de embarque nos aeroportos. A solução biométrica dispensa o uso de bilhete aéreo e de documento de identificação do cidadão.

O Embarque + Seguro vem passando por testes desde o ano passado, já tendo sido avaliado em diferentes fases nos aeroportos de Florianópolis (SC). Salvador (BA) e Santos Dumont (RJ). Após a aprovação do projeto-piloto, o Governo Federal avançará com as ações para implantação efetiva da tecnologia nos principais aeroportos do país. 

A iniciativa faz parte do Programa de Transformação Digital do Governo Federal e é coordenada pela Subsecretaria de Gestão Estratégica, Tecnologia e Inovação (SGETI), da Secretaria Executiva no MInfra. “Caminhamos para um embarque biométrico totalmente seguro em todos os aeroportos do país, eliminando por completo a necessidade de se apresentar qualquer tipo de documentação”, afirma o secretário-executivo do MInfra, Marcelo Sampaio.

A solução começou a ser testada em Belo Horizonte com passageiros voluntários da Azul, convidados para experimentarem a tecnologia. No momento do check-in no aeroporto, o passageiro recebe uma mensagem, no celular, solicitando autorização para o registro de uma foto. Com o consentimento, o atendente da companhia aérea realiza a validação biométrica do passageiro, comparando os dados e a foto, tirada na hora, com as bases governamentais. A partir da validação, o passageiro fica liberado para ingressar na sala de embarque e na aeronave passando pelos pontos de controle biométricos, que fazem a identificação por meio de câmeras, sem a necessidade de apresentar documento e cartão de embarque.

No projeto-piloto, são medidos indicadores como redução no tempo em filas, no acesso à sala de embarque e à aeronave, e dos custos de operação. “E espera-se aumento na segurança aeroportuária. Com o reconhecimento facial, teremos uma identificação precisa dos passageiros. Os usuários, por sua vez, têm a garantia de proteção total a seus dados, pois a iniciativa atende a todos os preceitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, explica Sampaio. A tecnologia das estações de identificação facial foi desenvolvida pelas empresas Biomtech, Wolpac e Azul/Pacer.

Fonte: Convergência Digital em 28/05/2021

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