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Adequação à LGPD está presente em 65% dos projetos de TIC

A Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação (Abradisti) divulgou os resultados da 10ª Edição do Estudo Setorial sobre o Mercado de Distribuição de TIC e do Censo das Revendas, realizados pela IT Data, parceira da Abradisti. Os estudos avaliaram os impactos gerados pela COVID-19 e a mudança de comportamento como estratégia das empresas para sobreviverem à crise sanitária e socioeconômica. O Estudo Setorial, que nesse ano também analisou o segmento de comunicação, registrou um crescimento de 13% para os distribuidores de TIC em 2020. Ao considerar apenas o setor de TI, o crescimento foi maior, de 23%.

“Pelos estudos, percebemos que a tecnologia se tornou a grande protagonista durante a pandemia. Mas, ao mesmo tempo em que a demanda por determinados produtos cresceu, outros perderam mercado. Com isso, toda a cadeia de TI se adequou e os resultados foram positivos. Com isso, estamos otimistas para 2021. Nossa expectativa é que o faturamento dos distribuidores de TIC cresça na ordem de 16% em 2021”, ressalta Mariano Gordinho, Presidente-Executivo da Abradisti.

O Estudo Setorial apontou o crescimento no faturamento dos distribuidores de TIC no Brasil, que foi de R$ 24,7 bilhões em 2020, enquanto em 2019 foi de R$ 21,9 bilhões. Para os distribuidores de TI, sem considerar comunicação, o percentual de crescimento foi maior (23%) já que em 2020 o faturamento foi de R$ 17,2 bilhões e em 2019 foi de R$ 14 bilhões.

“Segundo o IBGE, o setor de comércio cresceu 1,2% em 2020, já os distribuidores de TIC cresceram 13%. O resultado poderia ser melhor se não houvesse problemas de desabastecimento de produtos e componentes. Também podemos comparar em contratação de funcionários. O comércio demitiu, enquanto os distribuidores membros da Abradisti aumentaram o seu quadro em 4%”, enfatiza Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data.

Para chegar aos números almejados, os distribuidores associados à Abradisti apontam os projetos que ganharão importância em 2021: 72% apostam no aumento das importações diretas e a implementação de sistema de gestão; 65% em adequação ao LGPD; enquanto 60% visam atuar em novas regiões ou estados; e apenas 7% aumentarão suas políticas de comissionamento junto às revendas. Para as estratégias em 2021, 67% dos distribuidores pretendem aumentar a capilaridade atuando em outras regiões; 60% querem aumentar seu portfólio de produtos e serviços; 53% visam aumentar o portfólio de produtos relacionados a hardware e software; e 47% querem atuar com parceiros que atendem clientes de maior porte.

Censo das Revendas no Brasil

O estudo foi realizado com 1.294 revendas, com foco no faturamento em 2020 em relação a 2019 e no impacto causada pela pandemia nas negociações. A análise foi feita por categoria de revendas: Representante Comercial (15,9%); Loja Virtual (7,9); Revenda de Volume (33,1%); Revenda de Valor Agregado (36,5%); e Revenda de Automação Comercial (6,6%).

Por questões da pandemia, a categoria Representante Comercial foi duramente impactada pela COVID-19, com queda de 13%, porque quase metade do faturamento era proveniente de prestação de serviços. Entre esses profissionais, 51% não possuem escritório comercial, pois trabalham home office. Antes da pandemia, 69% não faziam negócios virtuais, e agora 50% já fazem e 23% pretendem fazer em 2021.

As Lojas Virtuais cresceram quase 24% em faturamento. Por linha de produto, os hardware de TI representaram 57%, e outros produtos que não são considerados itens de TI registraram 30% do faturamento, enquanto a linha de serviços apenas 2%. Entre essas lojas, 27% foram abertas em 2020 ou começo de 2021. Elas registraram maior demanda por produtos destinados aos segmentos home office, saúde e educação e significativas vendas de produtos para pessoas jurídicas e governo.

A Revenda de Volume conseguiu crescer 4,4%, dividindo o faturamento entre serviços e hardware de TI. A categoria foi uma das que tiveram maior número de mortalidade e migrações para outros tipos de revendas, como as virtuais. Apenas 43% delas possuem uma loja física neste momento – há dez anos, na primeira pesquisa, 70% tinham loja física –; 11% fecharam a loja física definitivamente em 2020 e estão atendendo apenas virtualmente. Com isso, a venda no e-commerce cresceu 126% em 2020 em relação ao ano anterior.

As Revendas de Valor Agregado (VARs) foram abaladas com a interrupção dos projetos das médias e grandes empresas, mas conseguiram melhorar os resultados durante o ano e cresceram 8,8%. Essas revendas buscaram mudanças para superar os desafios passando a atuar com a linha de transformação digital, segurança e infraestrutura de telecomunicações. E apesar de não terem o hábito de vender no online, 25% pretendem abrir comércio eletrônico em 2021. As VARs têm a previsão de crescimento para 2021 em torno de 18%.

A categoria de Automação Comercial sentiu um impacto muito negativo. Teve queda de 14% em faturamento devido ao isolamento social que resultou no fechamento do comércio por alguns meses. Antes da pandemia, apenas 30% dessas empresas atuavam pelo comércio eletrônico, agora 51% já atuam e outros 21% pretendem começar este ano. Com essa estratégia a categoria tem a expectativa de crescer 9% em 2021.

Faturamento por linha de produtos – Em 2020, os produtos que apresentaram melhor performance de vendas nas revendas foram notebooks; periféricos (mouse, teclado, webcam etc.); roteadores e produtos de rede; desktops montados pelas revendas; e desktops de marcas conhecidas. Entre os produtos relacionados a Cloud, 45% das revendas comercializam a solução. O cenário demonstra que, por mais que tenha crescido a participação de Cloud, ainda tem muito espaço para crescer em negócios entre as revendas.

De acordo com a Ivair Rodrigues, os estudos revelaram que a pandemia fez com que a área de TI fosse mais valorizada e se tornou estratégica para as empresas. O home office demostrou ser um modelo de trabalho que chegou para ficar, principalmente nas médias e grandes empresas que conseguiram reduzir custos, ampliar a produtividade e dar qualidade de vida aos colaboradores. “Essas empresas provavelmente vão adotar um modelo híbrido de trabalho. A pandemia criou um mundo diferente onde trabalhamos home office, fazemos as coisas digitalmente, e muitos destes costumes não irão mais mudar. Assim, a tecnologia vai continuar sendo um dos principais pilares da economia mundial”, finaliza Rodrigues.

Fonte: Convergência Digital em 06/07/2021

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