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Acordo reúne instituições para implantar Museu de Ciência e Tecnologia

O acordo de cooperação técnica para a implantação do Museu de Ciência e Tecnologia de Brasília foi publicado nesta semana, no Diário Oficial da União (DOU). Tem por objetivo dinamizar e ampliar as relações técnico-científicas para a elaboração do projeto e promover ações conjuntas de difusão de ciência e tecnologia (C&T) no Distrito Federal (DF).

Assinam o documento os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e da Cultura, Marta Suplicy; o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e os secretários distritais Hamilton Pereira (Cultura) e Glauco Rojas Ivo (Ciência, Tecnologia e Inovação); o diretor superintendente da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco/MI), Marcelo Dourado; o diretor presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Junior; e o reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Sousa Junior.

Pelo acordo, os órgãos devem indicar os titulares e suplentes do Comitê Técnico Museus de C&T de Brasília no prazo máximo de dez dias a contar da publicação. O comitê também terá um prazo de 30 dias para apresentar um plano de trabalho para a implantação.

O equipamento científico-cultural já tem seu plano museológico finalizado. Ele prevê a ocupação de uma área de 20 mil metros quadrados em área central da capital e a divisão em vários ambientes, com valor de construção estimado em R$ 60 milhões.

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O anúncio da construção do complexo foi feito na abertura da 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2012), na capital federal. O titular do MCTI disse que o projeto será moderno, dinâmico e interdisciplinar. “Teremos o museu em breve”, adiantou Raupp na solenidade. De acordo com o governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz, a decisão vai ao encontro da intenção de fazer do DF uma referência em ciência, tecnologia e inovação.

Ao longo da semana nacional em Brasília, realizada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, o estande de mil metros quadrados da UnB abrigou atrações diversas, entre elas experimentos de física e um planetário. Equipamentos que devem fazer parte do Museu de Ciência e Tecnologia.

Para o idealizador da SNCT, o físico Ildeu Moreira, diretor do Departamento de Popularização de Difusão de Ciência e Tecnologia do MCTI, o museu “poderá se tornar uma referência museológica no país e no mundo, tanto pelo aspecto inovador quanto pela discussão em torno dos assuntos científicos, se houver um trabalho intenso e integrado das instituições do DF”. Ele avalia que a UnB terá uma “participação decisiva” na criação do equipamento.

Projeto

De acordo com a coordenadora da comissão de implantação do museu, Monica Menkes, a área escolhida para a construção fica no Eixo Monumental, próximo ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O espaço será dividido em várias áreas, como o Parque da Ciência (onde ficam os experimentos científicos e as crianças podem brincar e aprender), e o Espaço Ciência e Tecnologia em Foco, direcionado à popularização científica, “onde o público vai poder interagir com especialistas sobre as notícias mais recentes e sobre as descobertas na área”. O local contará, ainda, com exposições, auditório, anfiteatro, oficinas multiuso, café, restaurante etc.

A ideia é que o espaço alcance destaque mundial sem perder as características nacionais.  “Um museu inovador e interativo, aos moldes dos museus dos países desenvolvidos, mas adaptado aos nossos padrões – ou seja, por ser aqui em Brasília, vai ter a cara do Cerrado”, adianta Monica, que é arquiteta.

O projeto se encontra em fase de captação de recursos. Segundo a coordenadora, o trabalho em torno do projeto envolvia inicialmente a UnB e o MCTI, e, com a entrada do governo local e de outros parceiros, espera-se alavancar a captação, inclusive com parceiros da iniciativa privada.

“É um momento bastante propício. Estamos trabalhando há seis anos esse projeto e é a primeira vez que tantos parceiros participam da empreitada”, disse. “A adesão do GDF, inclusive, é muito importante, pois um museu de grande porte como esse precisa ter a atuação também do governo local. Afinal, não se trata de um museu universitário, mas de um museu para a cidade”, concluiu.

Exposição inaugural

A expectativa é que o primeiro módulo do museu fique pronto em 2014, mas a primeira exposição deve acontecer antes da finalização do espaço físico, nos meses de setembro e outubro do ano que vem. A mostra será realizada no Museu da República e no Jardim Botânico, simultaneamente, incluindo oficinas e trilhas interativas.

“É uma exposição de grande porte, com fotografias, vídeos, acervos, tecnologia e muita interatividade. Na área central do Museu da República, seremos surpreendidos por duas árvores do Cerrado com as suas raízes, uma virada para cima outra para baixo, para se ter ideia de quão maior é a profundidade das raízes das árvores do Cerrado e que,  por isso, elas se mantêm durante todo o período da seca”, conta Monica Menkes. “Essas árvores ficarão girando por meio de mecanismos adequados para a sua sustentação, para que sejam observadas bem em toda a sua grandeza.”

Especialistas na área trabalham na exposição por meio de um comitê científico, coordenado pela diretora da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped/MCTI), Mercedes Bustamante. A exposição tem como curador o diretor do Museu CosmoCaixa de Barcelona, Jorge Wagensberg, conhecido mundialmente pela prática de aliar conhecimento científico e emoção.

Fonte: Ascom do MCTI

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