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Abertas inscrições do Prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência

Cientistas mulheres de todo o Brasil podem inscrever seus projetos até 6 de maio na 11ª edição do Prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência. O programa visa promover, valorizar e reconhecer a participação das mulheres no mercado científico e é realizado pela L’Oréal Brasil, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e com a Academia Brasileira de Ciências (ABC).  As inscrições devem ser feitas em www.paramulheresnaciencia.com.br.

Sete trabalhos serão selecionados e as responsáveis serão premiadas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil, cada uma. As vencedoras da 11ª edição serão anunciadas em agosto e a cerimônia de premiação será em outubro.

Realizado desde 2006, o Prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência contemplou diversas linhas de pesquisa, nas categorias de ciências biomédicas, biológicas e da saúde; ciências físicas; ciências matemáticas; e ciências químicas. Ao todo, já beneficiou 68 cientistas brasileiras, com o reconhecimento da relevância dos seus trabalhos e a distribuição de aproximadamente R$ 3,5 milhões em bolsas-auxílio. Em 2015, mais de 400 pesquisas de todo o País foram inscritas.

Lançado em 1998, o prêmio é o primeiro dedicado às cientistas mulheres em todo o mundo. A cada ano, cinco notáveis pesquisadoras, uma por continente, são laureadas no programa. Em 18 anos, 92 cientistas de diferentes continentes foram premiadas em cerimônias que acontecem anualmente, na França, em março, incluindo duas cientistas que posteriormente receberam o Prêmio Nobel.

Seis brasileiras já incluíram seus nomes no time de estrelas da ciência do prêmio internacional: Mayana Zatz (genética), em 2001; Lucia Previato (microbiologia), em 2004; Belita Koiller (física), em 2005; Beatriz Barbuy (astrofísica), em 2009; Marcia Barbosa (física), em 2013; e Thaisa Bergmann (física), em 2015.

Reconhecimento internacional

Entre as vencedoras do Para Mulheres na Ciência de 2015, a catarinense Elisa Orth, cientista do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), também foi agraciada na categoria Internacional Rising Talents, que busca impulsionar o percurso de excelência de jovens e promissoras cientistas para se tornarem pesquisadoras internacionalmente reconhecidas. Ela foi a segunda brasileira a conquistar a premiação; a primeira foi Carolina Horta em 2015.

O prêmio é concedido anualmente a 15 jovens cientistas, três de cada região do mundo: África e Estados Árabes, Ásia e Pacífico, Europa, América Latina e América do Norte. Este ano, a cerimônia está marcada para 24 de março, em Paris, na França. Elisa investiga soluções para problemas genéticos relacionados a doenças como câncer, fibrose, mal de Parkinson, mal de Alzheimer, entre outras, por meio da destruição de substâncias químicas nocivas à saúde presentes em agrotóxicos ainda utilizados no Brasil.

A pesquisadora e sua equipe pretendem quebrar e substituir enzimas “doentes”, por enzimas sintéticas “sadias”, tornando os alimentos mais saudáveis e seguros, sem comprometer sua qualidade.

Fonte: Gestão CT&I

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