11 mil escolas rurais possuem laboratório de informática, mas não têm banda larga

O MEC aguarda ansiosamente a conclusão do edital para a contratação de mais 17 mil pontos do GESAC, pois 11 mil deles são escolas públicas rurais que já têm laboratório de informática.

Apesar deste descompasso, Wellington Maciel, representante do MEC responsável pelo programa Banda Larga nas Escolas, afirma que 85% dos alunos da rede pública estão em escolas urbanas. Atualmente existem 7 mil escolas rurais conectadas ao GESAC, em um universo de quase 100 mil escolas. Maciel afirma que é comum em escolas rurais um número reduzido de alunos. Em alguns casos essas escolas chegam a ter três ou quatro estudantes. A licitação da faixa de 450 MHz, diz ele, será um fator importante para levar banda larga para as escolas rurais.

A situação entre as escolas urbanas está mais animadora do ponto de visto do acesso à internet. Ao final do segundo trimestre deverão estar conectadas, no âmbito do programa Banda Larga nas Escolas, quase 59 mil instituições. A conexão de todas as escolas deverá ser concluída ao final do ano quando as concessionárias levarão acesso para 62 mil escolas.

As escolas estão conectadas a uma taxa de 1 Mbps que está gradativamente sendo elevada para 2 Mbps, dentro das metas definidas pelo programa. Segundo Wellington, hoje cerca de 30% das escolas já estão conectadas a 2 Mbps. “2Mbps não é suficiente, como não seria 5 Mbps ou 10 Mbps. Temos que ter sistemas de gestão e monitoramento de tráfego e sistemas de cache”, afirma ele.

Projetor patenteado

Por incrível que pareça, o Estado brasileiro é dono da patente de um projetor com microprocessador integrado para ser usado em sala de aula pelos professores. A ideia foi de técnicos do Ministério da Educação e foi desenvolvida por pesquisadores das universidades federais de Santa Catarina e Pernambuco.

O MEC já soltou um edital por registro de preço para a aquisição de até 100 mil unidades que foi vencida pela Procomp. O ministério já encomendou as primeiras 20 mil peças que deverão ser entregues em agosto. Wellington Maciel, do MEC, explica que a ata de registro de preços permite que outras entidades, como estados ou municípios, adquiram os equipamentos pelo mesmo preço que foi vendido ao MEC. O custo do equipamento foi de R$ 1400, sendo que se fosse um produto de mercado ele não sairia por menos de R$ 3 mil, calcula Maciel.

Fonte: Teletime

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