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USP, Unesp e Unifesp criam parceria em plataforma única de equipamentos multiusuário

A plataforma de equipamentos de uso compartilhado da Universidade de São Paulo, a USP Multi, vai agregar o catálogo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A iniciativa torna acessível para todos os pesquisadores a relação de instrumentos de pesquisa disponíveis para compartilhamento. Na mesma plataforma, também é possível agendar e fazer o pagamento pelo uso da infraestrutura.

Com isso, equipamentos como espectrômetros de massa, sequenciadores de DNA, microscópios de força atômica, citômetros de fluxo e muitos outros podem ser compartilhados entre pesquisadores de diferentes instituições.

“O compartilhamento de equipamentos é uma boa política científica que racionaliza custos, integra pesquisadores da mesma ou de diferentes áreas de pesquisa, dá mais oportunidades a todos e contribui para uma ciência aberta, mais integrada com a sociedade”, afirma Sylvio Canuto, pró-reitor de Pesquisa da USP.

A plataforma foi criada com a proposta inicial de agregar os equipamentos multiusuários da USP e, assim, estimular o compartilhamento de instrumentos de alto custo entre os diferentes laboratórios. “Mas era preciso mais e a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP centralizou tudo em uma única plataforma. Além do catálogo, concentramos todos os processos de busca, agendamento de uso e a gestão das centrais. Estabelecemos parceria com a Unesp e a Unifesp, mas o objetivo é que outras universidades que tenham interesse possam aderir também”, diz Débora Fior Chadi, assessora da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP.

Chadi explica que com a plataforma unificada a Pró-Reitoria de Pesquisa se responsabiliza pela atualização das informações e pela interface dos pesquisadores com a Fundação de Apoio à Pesquisa da USP (FUSP), que faz a gestão financeira dos recursos.

A plataforma abriga não só os equipamentos adquiridos pela FAPESP – na modalidade de apoio Equipamentos Multiusuários (EMU) –, mas também os que foram comprados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e por outras fontes de financiamento.

“Trata-se de uma iniciativa muito importante. A FAPESP reforça a importância do uso compartilhado de equipamentos de maior complexidade, que é exatamente a filosofia do Programa Equipamentos Multiusuários da Fundação. Neste caso, a iniciativa é mais ampla porque engloba equipamentos adquiridos também com recursos de outras agências e fontes de financiamento, representando uma parcela maior do parque instrumental instalado em São Paulo”, avalia Watson Loh, coordenador adjunto de Equipamentos Multiusuários da FAPESP.

Loh ressalta ainda a importância de a plataforma considerar a possibilidade de gerenciamento do equipamento e dos recursos financeiros angariados pela utilização compartilhada, que consistem em apoios fundamentais para os pesquisadores responsáveis pelos equipamentos.

“A iniciativa deixou tudo muito mais prático, tanto para o pesquisador responsável pelo equipamento, quanto para o que precisa agendar a sua utilização. O novo serviço, além de dar maior visibilidade aos equipamentos, permite ao pesquisador fazer o cadastro e agendamento”, diz Marimélia Porcionatto, professora da Escola Paulista de Medicina da Unifesp.

Os equipamentos multiusuários da Unifesp já estão catalogados no site da instituição e serão disponibilizados também no USP Multi. A integração dos instrumentos de pesquisa da Unesp à plataforma será marcada com uma cerimônia on-line (transmitida pela TV-Unesp), que deve ocorrer hoje (05/11), às 14h.

“Além de dar maior visibilidade, a plataforma unificada com o serviço de agendamento e envio de ordem de serviço para a Fundação permite o uso mais racional dos equipamentos de alto custo, fazendo com que eles se tornem ainda mais úteis. A USP já é a maior parceira da Unesp em publicação de artigos. Trata-se, portanto, de uma iniciativa que vai trazer muita eficiência e qualidade de pesquisa”, diz Carlos Graeff, pró-reitor de Pesquisa da Unesp.

Ampliar o uso e reduzir os custos

Chadi destaca que a opção por uma plataforma única visa ainda desonerar burocraticamente o pesquisador responsável pelo equipamento. “Fechamos uma parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa da USP para fazer a gestão dos pagamentos, que poderão ser revertidos na manutenção dos próprios equipamentos. Como se trata de uma quantidade grande de centrais e de equipamentos, conseguimos a redução na taxa de administração cobrada pela FUSP de 10% para 5%, assim como a isenção das taxas institucionais.”

Outro ponto importante está no processo de gestão estratégica pela Pró-Reitoria de Pesquisa. “É possível escolher e direcionar investimentos em equipamentos que têm grande demanda. Também será possível contratar a manutenção dos equipamentos de forma conjunta e conseguir descontos em escala, devido ao volume de equipamentos que temos”, diz Chadi.

A mesma estratégia vale também para a compra de insumos. “À medida que tivermos muitos equipamentos semelhantes, poderemos comprar os insumos de modo coletivo, reduzindo custos”, destaca Graeff.

“A comunidade ganha muito, pois vai haver maior uso desses equipamentos. Isso será benéfico em especial para os jovens pesquisadores, ou recém-ingressantes, que precisam fazer determinadas análises, mas não têm estrutura necessária em seus laboratórios. O fato de ter equipamentos de alta performance à disposição vai fazer com que eles possam sonhar mais alto do ponto de vista dos problemas científicos que vão querer atacar”, diz o pró-reitor de Pesquisa da Unesp.
Fonte: Agência Fapesp

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