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Usina Pernambucana de Inovação faz a incubação do primeiro laboratório de inovação do setor público

Na próxima sexta-feira (09), às 14h, a Usina Pernambucana de Inovação inicia a implementação do primeiro Laboratório de Inovação do Setor Público (LISP), cujas atividades acontecem em conjunto com a primeiro experimento do programa Mentoria In Gov realizado dentro do Governo de Pernambuco.

O LISP será uma ferramenta estratégica de desenvolvimento de soluções inovadoras para os desafios do dia a dia dentro da administração pública estadual. O objetivo é ser replicado nos demais órgãos estaduais e, com isso, promover um salto de qualidade nos serviços prestados à população. A chegada dos LISPs torna possível trazer novos conhecimentos para os servidores, mantendo o quadro técnico atualizado, e garantindo que o Governo esteja usando o que há de mais novo e eficiente para resolver seus problemas e, assim, melhorar os serviços para a população.

O LISP é ainda uma conexão entre Poder Público e Academia, pois atua em sinergia com a Mentoria In Gov, que é voltada para estudantes de mestrado e doutorado na área de gestão pública e tem como objetivo oferecer a esses alunos uma imersão de 6 a 8 semanas dentro da administração pública estadual para testar e melhorar os produtos e serviços que estão sendo investigados cientificamente nas suas dissertações e teses.

O primeiro participante da ação será Danilo Gonçalves, doutorando em Administração Pública e Governo, da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. Ele fará uma aplicação prática do produto criado na dissertação “Um Estudo de Instrumentos Determinantes de Conformidade da Burocracia Pernambucana”, com a Secretaria da Controladoria Geral do Estado (SCGE), um dos órgãos integrantes da Usina Pernambucana de Inovação.

“Essa é a primeira incubação de um laboratório de inovação no setor público e será realizada já em conjunto com o experimento do Mentoria In Gov. É importante destacar que essa ação da Usina Pernambucana de Inovação utiliza o que há de mais novo na legislação nacional e estadual sobre inovação no serviço público, notadamente a possibilidade de os hubs de inovação pública, como a Usina, poderem incubar LISPs e realizar experimentos em políticas públicas. Assim, esperamos que essa iniciativa seja a primeira de muitas incubações de laboratórios de inovação no setor público, conectada com diferentes trilhas de solução de desafios, para além do Mentoria in gov”, explicou Hugo Vasconcelos, membro da Usina Pernambucana de Inovação e diretor de Estratégias e Ambiente Legal para Inovação na Secretaria de Ciência, Tecnologia & Inovação.

“A ideia é desenvolver um RPA – “Robotic Process Automation” ou automação de processos através de robôs que irão acelerar um processo que, hoje, é feito manualmente. Estamos muito empolgados com a implantação do Laboratório de Inovação do Setor Público (LISP), pois visualizamos muitos ganhos para o Setor Público e para a Sociedade. A partir dele vamos promover uma maior interação entre a sociedade e o governo, além de proporcionar melhorias no serviço público, utilizando a inovação e novas tecnologias”, destacou a diretora de Tecnologia da Informação do Controle Interno da SCGE, Raquel Nunes.

“É a oportunidade de aproximação entre o Governo e a Academia Científica. Parcerias como essas abrem uma porta para que o conhecimento produzido chegue em quem pode transformar ideias em projetos reais”, avaliou Danilo, ao destacar que, se sente privilegiado por trocar experiências junto ao Governo de Pernambuco.

“Espero realizar as duas maiores vontades do cientista: A primeira é conhecer como tudo funciona no âmbito do poder executivo e, a segunda, é poder gerar um impacto positivo nessa minha passagem pelo Governo do Estado”, explicou ele, ao destacar que espera contribuir com o trabalho desenvolvido em Pernambuco. “Um governo melhor é o retorno que eu quero dar a sociedade depois de ter estudado seis anos em uma universidade pública”, concluiu Danilo que, em Pernambuco, fez graduação e mestrado, em Ciências Políticas, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A dissertação de mestrado dele foi realizada na área de burocracias públicas e gestão, com foco no desenvolvimento de uma tipologia que avalie órgãos públicos com base em documentos de gestão. “Mas não só satisfeito com o desenvolvimento teórico da tipologia, resolvi desenvolver um framework operacional para utilizá-la, então usando a linguagem de programação R utilizei a análise automatizada de texto para avaliar documentos de 20 órgãos do governo estadual”, explicou o aluno, ao destacar que, ao fim da pesquisa, ele tinha uma ferramenta digital capaz de realizar análise automática de conformidade, com base em documentos gerenciais dos órgãos. “E é justamente essa ferramenta que vamos trabalhar dentro da Usina”, finalizou.

Fonte: SECTI PE em 09/04/2021

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