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Universidades estaduais paranaenses avançam na avaliação da Capes

Aumentou o número de programas e cursos de pós-graduação das sete universidades estaduais que tiveram crescimento no conceito de qualidade apresentado, nesta semana, pela Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino Superior (Capes). Oito cursos ou programas tiveram desempenho equivalente ao alto padrão internacional. Pela primeira vez, um curso do sistema Estadual de Ensino Superior obteve a nota máxima 7. Houve uma ampliação de cursos com nota 6. Em 2013 eram 4 e nesta avaliação são 7.

Dos 139 cursos ou programas das universidades estaduais que foram avaliados, numa escala de 1 a 7, 23 atingiram nota 5, considerado nível de excelência nacional. Tiveram um bom desempenho, com a nota 4, 61 cursos; 44 tiveram nota 3 e 3 nota 2. Em 2013 eram 20 com nota 5; 48 com nota 4; 41 com nota 3 e 1 com nota 2; totalizando 114 cursos ou programas de pós-graduação.

É importante ressaltar que os cursos com a nota 3 não devem ser considerados de rendimento ruim, porque boa parte deles são recém-criados ou foram submetidos a apenas dois processos de avaliação.

As sete universidades estaduais oferecem 191 cursos de mestrado e 80 de doutorado. O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, destacou o crescimento do número de cursos de pós-graduação stricto sensu juntamente com a constante busca pela qualidade do ensino. “As universidades vêm investindo no crescimento da pós-graduação, o que contribui para o aumento da qualidade dos nossos cursos e, consequentemente, nos excelentes resultados em avaliações nacionais e internacionais”.

Os dados fazem parte da Avaliação Quadrienal 2017 da CAPES, que abrangeu em todo o país os 4.175 programas de pós-graduação e seus 6.303 cursos em 49 áreas de conhecimento. A análise leva em conta cinco quesitos: proposta do programa, corpo docente, corpo discente, produção intelectual e inserção social.

Resultados – A Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem três Programas de Pós-graduação com desempenho equivalente ao alto padrão internacional, segundo avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES): Ensino de Ciências e Educação Matemática (nota 7), Patologia Experimental, e Ciência Animal (nota 6). A CAPES considera a nota 7 um desempenho claramente destacado dos demais, inclusive da nota 6. A UEL teve 34 Programas avaliados e mais da metade deles ficaram com nota 4, seis cursos obtiveram nota 5.

Doze programas de pós-graduação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) tiveram crescimento no conceito de qualidade da CAPES. Destaque para cinco programas que obtiveram o desempenho equivalente a padrões internacionais de excelência, com nota 6. Na avaliação anterior eram dois nesse patamar, os Programas de Pós-Graduação em Agronomia (PGA) e em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais (PEA). Agora também obtiveram nota 6 os Programas de Pós-Graduação em Engenharia Química (PEQ), em Química (PQU) e em Zootecnia (PPZ).

O coordenador do PEQ, Marcelino Luiz Gimenes, comemorou o resultado e comentou que ele é fruto do empenho conjunto dos professores e dos bons acadêmicos selecionados nos cursos de mestrado e doutorado. Cinco programas da UEM subiram de conceito atingindo nota 5, considerado de nível de excelência nacional. No total são com nove programas com essa nota. A universidade ainda conta com 15 programas que obtiveram nota 4, considerado de bom desempenho. Além de 13 programas com nota 3, incluindo aqui os dois mestrados profissionais da instituição.

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) manteve o conceito da maioria dos programas, com destaque para a elevação no Conceito dos Programas de Biociências e Saúde (4), Educação (4), Engenharia de Energia na Agricultura (4) e Letras (5) do Campus de Cascavel, Ensino (4) do Campus de Foz do Iguaçu e Desenvolvimento Rural Sustentável (4 mestrado) do Campus de Marechal Cândido Rondon.

Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) foram avaliados 22 cursos de mestrados acadêmicos, 3 de mestrados profissionais e 10 doutorados. Do total, 28% obtiveram aumento do seu conceito, ou seja, três obtiveram conceito 5 e quatro obtiveram conceito 4 e 72% mantiveram o conceito da última avaliação que ocorreu em 2013, sendo dois com conceito 5, seis com conceito 4 e onze com conceito 3. Destes, destaca-se que o Programa de Pós-Graduação em Agronomia e o Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional mantiveram o conceito 5.

A Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Osnara Maria Mongruel Gomes, destaca que o Programa de Pós-Graduação em Odontologia, curso de Mestrado e Doutorado da UEPG é o único Curso conceito 5 entre as públicas do Paraná. “Para obtenção desse êxito o importante trabalho desenvolvido e o comprometimento dos coordenadores, professores, agentes universitários e discentes dos Programas em nossa universidade na busca incessante pela qualidade”.

Quatro Programas de Pós-Graduação da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) melhoraram seu desempenho, segundo a última avaliação quadrienal da Capes. Os Mestrados em Desenvolvimento Comunitário, Educação e Letras subiram o conceito de três para quatro. Com isso, estão aptos a pleitear a oferta de Doutorado. Já o programa de Ciências Farmacêuticas, em associação ampla com o UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), que já contava com ofertas de Mestrado e Doutorado, subiu de conceito 3 para 4.

A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UNEP) tem um programa de pós-graduação de Ciências Jurídicas que obteve nota 4 e curso de mestrado de Agronomia que obteve nota 3. Já a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), conta com dois cursos de mestrado; Formação Docente Interdisciplinar e Sociedade e Desenvolvimento, ambos com nota 3. As duas instituições são as mais novas do Estado.

A avaliação da CAPES é quadrienal, a última foi divulgada em 2013.  As comissões utilizam como base as informações fornecidas de forma contínua pelos programas durante o período avaliado. Ao final de cada ano, as informações são chanceladas pelos pró-reitores das instituições.

Fonte: SETI-PR

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