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Unitins: Pesquisa comprova que própolis produzida no Tocantins é mais eficaz no combate a doenças

Devido ao clima de transição entre cerrado e floresta amazônica a Própolis produzida no Tocantins apresenta características químicas mais eficazes no combate a doenças do que as produzidas em outras regiões do Brasil. É o que aponta o estudo desenvolvido pela Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) por meio da Organização Estadual de Pesquisa Agropecuária (UnitinsAgro) no projeto: Apicultura como instrumento de transformação da agricultura familiar.

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Apesar das inúmeras propriedades medicinais da própolis, a pesquisa teve como foco principal, a atividade antifúngica e antibiótica do produto. Para a realização da análise antifúngica foram isolados os fungos, Candida albicans e Candida tropicalis, da mucosa oral de pacientes odontológicos que utilizam próteses dentárias, e para a antibiótica foi testada a ação da própolis produzida no Tocantins em relação à bactéria Pseudomonas aeruginosa, responsável por boa parte dos casos de infecção hospitalar.

Segundo a pesquisa os resultados foram promissores. Na atividade antifúngica foi comparada a ação da própolis em relação à de antifúngicos da indústria farmacêutica como: fluconazol, nistatina e cetoconazol. Os medicamentos comuns não conseguiram eliminar algumas amostras dos fungos Candida albicans e Candida tropicalis mais resistentes, enquanto a própolis conseguiu extinguir todos os fungos presentes na análise. “O resultado foi promissor e abre a possibilidade real da produção de vários produtos odontológicos a base de própolis para higiene e tratamento,” é o que afirma o farmacêutico e pesquisador, Hebert Lima Batista.

Outro ponto importante da pesquisa revelou a ação antibacteriana da própolis tocantinense no combate à bactéria “Pseudomonas aeruginosa”, conhecida por apresentar resistência natural a um grande número de antibióticos e responsável por boa parte dos casos de infecção hospitalar. Os resultados revelaram que a própolis do Tocantins foi mais eficaz no controle bacteriano do que outras própolis produzidas no país.

Conforme o doutor em ciência veterinária e coordenador do projeto, Claudio Henrique Fernandes, com a implantação do projeto foi apresentado aos apicultores tocantinenses o sistema de Coleta de Própolis Inteligente (CPI). “A partir das nossas ações os apicultores passaram a valorizar a extração da própolis, pois fornecemos o conhecimento técnico científico para a implantação das CPI´s, e com isso a produção de própolis triplicou com qualidade, depois da implantação dessa tecnologia,” explicou Claudio.

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O pesquisador afirmou ainda que a própolis sofre influência da biodiversidade da região. “A zona ecotonal consiste em áreas de transição ambiental onde comunidades ecológicas diferentes entram em contato. Grande parte do Tocantins está inserida nessa área e isso traz um diferencial na atividade biológica da própolis produzida na região”, disse o pesquisador.

Os municípios inseridos na região da zona ecotonal onde foi realizada a pesquisa são: Araguaína, Nova Olinda, Aragominas, Nazaré e Piraquê.

Projeto 

O projeto Apicultura como instrumento de transformação da agricultura familiar tem quatro anos, com a data de implantação em 2010. A ação já atendeu cerca de 260 apicultores no Estado. Além da produção do mel o projeto visa também dar suporte técnico-científico para a expansão da cadeia produtiva dos apiderivados como: própolis, geleia real, cera e apitoxina.

Própolis

Conhecida por ser um “santo remédio”, e também chamada de “cola das abelhas”, a própolis é o produto final de uma mistura de gomas, resinas e bálsamos de diversas fontes vegetais, utilizada pelas abelhas para realizar a limpeza e proteção da colmeia. Dentre as diferentes atividades atribuídas à própolis temos: antibacteriana, antifúngica, antiviral, anti-inflamatória, citostática e imunoestimulante.

Fonte: Unitins

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