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Giro nos Estados

Última feira do Ceará Faz Ciência é marcada pela emoção de alunos e professores

“Me sinto como se estivesse ganhando o Prêmio Nobel!”. Estas foram as palavras emocionadas ditas pelo pequeno Carlos Henrique Neres da Silva, estudante da Escola Sônia Burgos, de Crateús, que levou o primeiro lugar no Projeto Ceará Faz Ciência – Edição Região dos Inhamuns, na categoria Ensino Fundamental.

O garoto, em parceria com o colega Humberto Gomes de Freitas, desenvolveu uma maquete de mini-hidrelétrica com um diferencial: uma estrutura de armazenamento e reaproveitamento das águas, que ao mesmo tempo em que economiza recursos naturais, produz mais energia. Os alunos foram orientados pelo professor Raimundo Nonato Lima Junior. Os três receberam tablets e um netbook.

Inhamuns foi a quarta e última região a sediar a feira do projeto Ceará Faz Ciência, que durante dois meses movimentou o Estado ao levar, para praças públicas, o que de melhor é realizado por estudantes na área da Ciência, despertando na população do interior o gosto e interesse pelo assunto.

O local escolhido foi o Parque da Cidade, em Tauá, belo cartão postal do município e bastante frequentado pelos moradores. Lá, todos puderam conferir as apresentações de 22 equipes, que tinham em comum nos seus trabalhos a criatividade e a investigação científica.

Premiação – A cerimônia de premiação contou com a presença do coordenador do projeto Ceará Faz Ciência, Francisco Carvalho; da assessora de Comunicação da Secitece, Simplicia Sinibaldi; e do assessor técnico da Seduc Ricardo Felipe.

Estiveram presentes ainda o secretário de Ciência e Tecnologia de Tauá, Elvis Gonçalves; o secretário de Educação de Tauá, João Álcimo Viana Lima; e o secretário de Cultura da cidade, Radir Rocha.

Para Francisco Carvalho, uma das intenções do projeto é proporcionar a ida, para as praças, da Ciência feita nas escolas. “A estrutura do projeto permite maior capilaridade na difusão do conhecimento dentro do Estado. Queremos desmistificar a ideia de que quem faz Ciência é só cientista”.

O secretário de C&T de Tauá vê o Ceará Faz Ciência como uma oportunidade dos professores e alunos mostrarem todo o seu talento e ousadia. “Os trabalhos daqui evidenciam como os nossos jovens conseguem sim enxergar o mundo com os olhos das Energias Alternativas e da Inclusão Digital”, frisou Elvis Gonçalves. Os dois temas foram os prioritários para a região, sendo reconhecidos no município de Tauá como uma vocação natural.

Foram premiados trabalhos com 1°, 2° e 3° lugares do Ensino Médio e Ensino Fundamental. Dentre os prêmios estiveram tablets, netbooks, MP4, mochilas e livros. Os alunos pertencentes a equipe vencedora irão receber bolsa de Iniciação Científica Júnior do CNPq durante um ano, no valor de R$ 100,00 mensais.

O trabalho vencedor na categoria Ensino Médio foi o intitulado “Sistema de Auxílio aos Professores – Diário Virtual”, de autoria das alunas Nathalya Silva Almeida e Gabriela Oliveira Mendes, sob a orientação do professor Pedro Felipe Sousa Teixeira. No projeto, que é da EEEP Capelão Frei Orlando, de Canindé, foi desenvolvido um aplicativo para facilitar o preenchimento, pelos professores, dos diários escolares, utilizando linguagens de programação.

Os projetos vencedores serão expostos durante a Exposição Ceará Faz Ciência, a ser realizada em outubro, em Fortaleza, por ocasião da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

A escola mais participativa da região também levou um prêmio. A EEEP Monsenhor Odorico de Andrade, de Tauá, ganhou um mini-laboratório de Ciências. A escola foi representada pelo seu diretor, Helonis Brandão, que recebeu também um troféu das mãos do coordenador Francisco Carvalho.

O Ceará Faz Ciência é uma realização do Governo do Estado, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), e CNPq/MCTI, com patrocínio da Assembleia Legislativa, Prefeituras de Limoeiro do Norte, Sobral, Tauá e Crato, apoio da Ibyte, e apoio institucional do Geopark Araripe/Urca e Seduc.

Fonte: Secitece-CE

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