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UFSC e Marinha realizam ‘Encontro de Prospecção Tecnológica’ e irão assinar protocolo de intenções

Identificar pontos de convergência entre as demandas de ciência, tecnologia e inovação da Marinha do Brasil e as competências de pesquisa e desenvolvimento da UFSC. Com este objetivo em pauta, representantes da Marinha e professores e pesquisadores da Universidade realizaram o “Encontro de Prospecção Tecnológica Marinha-UFSC”, promovido pela Secretaria de Inovação da UFSC (Sinova), nesta quarta-feira, 19 de setembro, na Sala dos Conselhos. As instituições irão assinar um Protocolo de Intenções Mútuas (PIM) no dia 15 de outubro, que irá possibilitar a execução de acordos e convênios específicos.

O reitor em exercício da UFSC, Rogério Cid Bastos, aponta que o setor de defesa traz grandes possibilidades de desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social para a UFSC. “Esta área potencializa a capacidade do Brasil ser uma potência atuante, desenvolvendo tecnologia a competências próprias”, diz. Pesquisas como as voltadas para a Marinha são importantes para a UFSC, que irá “ganhar os melhores alunos e galgar posições nos rankings das melhores universidades”. Assessor-chefe de Ciência, Tecnologia e Inovação da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, contra-almirante Paulo Roberto da Silva Xavier lembra que “o namoro com a UFSC já é antigo, temos grandes expectativas em relação a essa universidade de ponta no país”.

Representante da Marinha apresenta projetos a pesquisadores da UFSC. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Todos os projetos desenvolvidos pela Marinha buscam a dualidade de aplicação, explica Xavier. Ele citou como exemplo um torpedo, com óbvia aplicação militar, mas cujos sistemas de navegação poderiam ter aplicação civil. “Precisamos de tecnologia própria, não podemos ficar dependentes de estrangeiros”, comenta, lembrando que o Brasil é um país de vocação marítima. 

A UFSC irá integrar, após a assinatura do PIM, o pequeno grupo de universidades brasileiras que desenvolve projetos e programas em conjunto com a Marinha.  Destas, quatro instituições mantém escritórios da Marinha em seus campi: UFRJ, UFF, USP e FURG. Xavier manifestou a possibilidade de a Marinha estabelecer um escritório na UFSC e citou o Centro de Joinville, visitado pela comitiva no dia 18 de setembro, como alternativa.

No encontro de prospecção, a Marinha apresentou necessidades e trabalhos realizados por três órgãos: o Centro de Análises de Sistemas Navais (Casnav), o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) e o Instituto de Pesquisas da Marinha (IPQM). O Casnav trabalha com questões de segurança tecnológica e sistemas de informação, enquanto o IPQM, com Sistemas de Armas, de Guerra Eletrônica, Acústicos Submarinos, Digitais e Tecnologia de Materiais. Já o IEAPM atua com estudos e pesquisas oceanográficas, possui um programa de pós-graduação (em Biotecnologia Marinha) e tem outro em tramitação para instalação (em Acústica Submarina).

Diversos laboratórios e grupos de pesquisa da UFSC (DesignLab/TecMídia,  Labmassa, Labtucal, Rema, Labsolda, LVA, Incod, TABTUR, LISHA, LabSec e LINSE) apresentaram capacidades e competências no evento. A partir do encontro e após a assinatura do protocolo, convênios específicos poderão ser firmados entre UFSC e Marinha. O secretário de Inovação da UFSC, Alexandre Moraes Ramos afirma que o protocolo com a Marinha integra “uma das estratégias de médio e longo prazo da UFSC para buscar financiamentos. Junto com a secretaria de Inovação, as pró-reitorias de Pesquisa e Extensão viabilizam o estabelecimento de parcerias deste tipo”.

Mais informações com a Sinova.

Fonte: UFSC

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