Giro nos Estados

UFPE no Meu Quintal entrega certificado aos alunos extensionistas

Estudantes das diversas graduações da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que participaram do projeto de extensão UFPE no Meu Quintal nos municípios de Tabira, Iguaracy e Tuparetama, no Sertão do Pajeú (PE), receberam seus certificados em solenidade na sexta-feira (17) à tarde, no Auditório Professor Newton da Silva Maia, no Centro de Tecnologia e Geociências (CTG). O projeto apresenta a oportunidade aos discentes de agregarem novas vivências em educação experiencial, levando às populações carentes do interior do Estado contribuições nas mais diversas áreas de formação, com o objetivo de estimulá-los a desenvolverem suas competências e habilidades em atividades relacionadas à orientação de práticas acadêmicas.

Foto: Passarinho

Alunos das três edições destacaram experiências vividas no projeto

Um estudante que participou do projeto em cada cidade representou os cerca de 200 colegas. “Foi uma experiência única”, afirmou Rayan Iago Pessoa Soares, que fez parte da Operação Tabira e é natural do município. Cíntia Maria da Silva, da Operação Iguaracy, ressaltou a “acolhida maravilhosa” que eles receberam da população da cidade. “Como há alunos de diversas graduações, lá a gente se sente UFPE e não apenas aluno de determinado curso”, disse. “Nós mudamos a vida das pessoas e elas a nossa.” Integrante da Operação Tuparetama, Josivalda da Silva destacou o papel da atividade na atuação futura de cada um. “Agora temos a perspectiva de sermos profissionais muito melhores”, afirmou, lembrando que a concretização da Universidade é estar a serviço do povo.

Os estudantes de graduação realizaram ações em seis eixos de atuação: meio ambiente; tecnologias sociais e desenvolvimento humano; saúde; educação; cultura; e justiça e cidadania. O projeto foi coordenado pelos professores Sérgio Matias, José Eduardo Garcia e Adriano Bento. “Espero que essa ação se perpetue na Universidade, pois com força de vontade é possível fazer”, destacou Matias. “A extensão é local de encontro com o outro e consigo mesmo.” Para Bento, quem é fisgado nunca deixa de ser extensionista. “A cada edição, uma semente é plantada e temos a perspectiva de ouvir o outro”, explicou. Garcia afirmou que o projeto precisa ser perene na instituição. “O estudante que participa cresce como pessoa e como profissional”, ressaltou. “Eles têm boas ideias e capacidade de execução.”

“A extensão é a própria missão da universidade”, disse a pró-reitora de Extensão e Cultura (Proexc), Christina Nunes, que acredita que a extensão talvez nem se chame assim no futuro porque será cada vez mais integrada ao currículo dos cursos. Ela considera que a extensão é composta por cinco Is: interação dialógica; interdisciplinaridade; indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; impacto na formação do estudante; e impacto na transformação social. “Acrescentaria mais dois Is: a internacionalização e a interculturalidade”, disse, frisando que existem planos de haver uma colaboração para levar o projeto para Cabo Verde. Além disso, a pró-reitora lembrou que a transformação se dá não somente nos alunos e no público-alvo, mas também nos docentes.

De acordo com a pró-reitora para Assuntos Estudantis (Proaes), Ana Cabral, o UFPE no Meu Quintal complementa a formação profissional por meio do aprendizado com a comunidade. “O ganho vai muito além das 120 horas de extensão para cada aluno”, considera, ressaltando a integração entre os grupos. “Eles são os verdadeiros atores do processo.” Para a vice-reitora Florisbela Campos, o programa forma cidadãos. Ela adiantou que já existe a ideia de criar também o UFPE no Meu Quilombo e o UFPE na Minha Aldeia, para contemplar outras comunidades. O reitor Anísio Brasileiro destacou o teor da palavra quintal: “É um lugar de acolhimento, um espaço de pertencimento. E os estudantes têm desprendimento de se doar em ações como essa”.

Fonte: UFPE

Próximos Eventos