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Giro nos Estados

Uenf inaugura laboratório de ciências em escola pública de Campos(RJ)

A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) inaugura nesta sexta-feira (1º de junho), às 10h30m, o Laboratório de Ciências do Colégio Estadual João Pessoa, em Campos.

A montagem do laboratório só foi possível graças ao apoio financeiro da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (Faperj), que destinou R$ 37,9 mil ao projeto, contemplado no Edital de Melhoria das Escolas Públicas.

Os recursos foram disponibilizados pela Faperj em maio do ano passado e, desde então, novos equipamentos vêm sendo adquiridos. O projeto, sob a coordenação do professor Juraci Sampaio, do Laboratório de Ciências Físicas (LCFIS) da UENF, envolve ainda os professores Roberto Weider de Assis Franco, Denise Ribeiro dos Santos e Maria Priscila Pessanha de Castro, todos do LCFIS.

— O objetivo é despertar o interesse pela ciência no aluno do ensino médio, que tem necessidade de pôr em prática aquilo que lê nos livros. Do contrário, acaba perdendo o interesse pelas disciplinas que, sem o experimento, tornam-se apenas contas complicadas e nomes para decorar — afirma o professor Juraci.

O professor era coordenador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) na área de Física quando teve o primeiro contato com o Colégio João Pessoa. Por exigência da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), as escolas que participam do PIBID devem ter notas baixas nos índices de avaliação escolar. Por este motivo, o Colégio João Pessoa foi escolhido para a implantação do laboratório de ciências.

— Ao visitar a escola verifiquei a existência de uma sala com apenas algumas banquetas, que era para ser o laboratório de ciências, mas vazia — conta.

Ex-alunos da UENF, que hoje são professores da escola, também estão envolvidos no projeto. Segundo Juraci Campos, a ideia é ter um laboratório multidisciplinar onde todos são responsáveis por seu funcionamento. Uma das ideias da escola é implantar um projeto de pré-iniciação científica.

— Os professores estão ansiosos para usar o laboratório e os alunos, muito curiosos. Não adianta cobrar o professor do ensino fundamental e médio se não há condições de desenvolver o seu trabalho. Esperamos de fato contribuir para a melhoria da escola nos índices de avaliação escolar — conclui.

Fonte: SECT-RJ

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