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Giro nos Estados

Trabalho mineiro é o vencedor do Congresso ABIPTI 2012

Após dois dias de apresentações de trabalhos, a comissão julgadora do Congresso ABIPTI 2012, realizado em Brasília (DF), de 14 a 16 de agosto, elegeu como o melhor estudo a Metodologia de Articulação de Ofertas e Demandas Tecnológicas em Minas Gerais.

O projeto é uma realização da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), que articula empresas, academia e membros do governo para criar projetos de inovação aberta.

No último dia do congresso, a participante do trabalho, a mestranda em Política Científica e Tecnológica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Nathalia Dayrell Andrade, recebeu das mãos da presidente da ABIPTI, Isa Assef dos Santos, um cheque simbólico de R$ 2 mil, valor a ser revertido em cursos e descontos em eventos e publicações da Associação.

No total, foram apresentados 40 trabalhos. Na seleção foram observados critérios como clareza na definição dos objetivos; adequação metodológica; atualidade; contribuição para o desenvolvimento do conhecimento na temática do congresso “Tecnologia para um Brasil inovador e competitivo”; e a relevância do assunto.

Encontros de inovação

A metodologia de incentivo à inovação aberta do governo de Minas Gerais foi intitulada Encontros de Inovação, afirma Andrade. Entre 2008 e 2011, os encontros mobilizaram cerca de duas mil pessoas, com a geração de parcerias inovadoras em setores econômicos estratégicos do Estado. “A ideia é que cientistas e especialistas possam oferecer soluções para as demandas tecnológicas das empresas”, destacou.

Em 2009, a dinâmica foi reformulada para a transferência de tecnologia e conhecimento entre empresas e universidades e para a criação de oportunidades de negócio. No entanto, explica Andrade, ainda que a metodologia aplicada tenha apresentado avanços e bons resultados neste processo de articulação, ainda existem muitos desafios.

“As empresas têm que estar verdadeiramente comprometidas com as propostas de inovação e, os pesquisadores, preparados para interagir com o setor empresarial e conhecer as alternativas possíveis para efetivar as parcerias proporcionadas pela Lei de Inovação”, ressaltou.

A estudante lembrou que foram identificados muitos pesquisadores interessados em desenvolver produtos e serviços que podem ser aplicados no mercado. “Existem parcerias em andamento, mas ainda não há produtos na ‘prateleira”. Um bom exemplo é uma fábrica de pães que se interessou por uma pesquisa de embalagens inteligentes. Estão na fase de testes”,  contou.

Fonte: Agência Gestão CT&I

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