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SNCT apresenta atividades de educação ambiental no Cerrado

O projeto Operação Cerrado, promovido pela Organização Não Governamental Aquanautas, é uma das novidades apresentadas na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília. Nos quatro estandes da entidade, visitantes podem conhecer as iniciativas colocadas em prática no Distrito Federal, desde setembro deste ano, para levar conhecimento, despertar o interesse pela ciência e a consciência ambiental dos estudantes de escolas públicas do DF.

Morcegos, telescópios, jogos virtuais, aquários e até um espaço para exibição de documentários fazem parte do acervo à disposição. Uma amostra do trabalho desenvolvido pela organização. Entre eles, documentários das viagens realizadas pela dupla Tony e Ana Paula Rangel a paraísos ecológicos. Ainda equipamentos e materiais utilizados em visitações com a participação de estudantes do ensino fundamental em três módulos específicos do projeto: Caverna, Lago e Cidade.

O visitante também pode conferir o vídeo apresentado em algumas escolas do DF, que aborda a questão ambiental e os maiores problemas que afetam as pessoas que vivem no Cerrado.

“Para eles entenderem que o Cerrado já foi muito diferente do que é hoje. Nesta caverna próxima de Brasília, para onde levamos os alunos, encontramos pinturas rupestres de 11 mil anos atrás. Nestas visitas, a gente fala sobre geologia, sobre a ocupação pré-histórica, questões como transgênicos, agrotóxico, balanço hídrico e queimadas”, conta Luiz Rios, presidente da Aquanautas.

Nos módulos Cidades e Lago, os visitantes da SNCT também podem vivenciar um pouco do que os alunos aprenderam no projeto Operação Cerrado. Grupos de 40 estudantes, acompanhados de três professores, estão tendo a oportunidade de ter aulas de navegação, realizar análises de qualidade da água do Lago Paranoá e conhecer estações de tratamento de água e esgoto, projetos de reciclagem de lixo, entre outros, e obter informações sobre impacto ambiental e biodiversidade.

“É um projeto de iniciação científica, inclusão social e educação ambiental, que é desenvolvido com jovens, de 9 e 14 anos. O que a gente percebe é um grande retorno. Sempre que falamos de ciência, de biologia e de química, eles não tiveram nenhum trauma e ficaram verdadeiramente apaixonados pelo assunto”, relata.

A estudante Marília Lacerda, de 17 anos, do Colégio Cooperativa Educacional do município de Edeia (GO), a 400 metros de Brasília, veio conferir a semana e visitou o estande da Operação Cerrado. “Interessante conhecer os seres do lago, como a sanguessuga. A exposição é uma forma de esquentar o aprendizado”, afirmou.

O projeto Operação Cerrado é financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por intermédio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) e tem a parceria da Secretária de Educação do DF. A expectativa dos organizadores da Aquanautas é atender 25 mil estudantes até o fim deste ano e ampliar o projeto para outras escolas do Distrito Federal, a partir do ano que vem, inclusive, com projetos pilotos em outros estados brasileiros.

Saiba mais sobre o projeto no portal www.aquanautas.org

Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia

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