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Sistema Alagoano de Inovação é tema de dissertação de mestrado na Ufal

Secretário Eduardo Setton destacou a pesquisa como sendo um presente para o estado de Alagoas

O Sistema Alagoano de Inovação virou tema de tese de mestrado. A missão de avaliar o relacionamento dos aspectos de inovação de três dimensões de análise – governo, academia e empresas – em Alagoas, foi realizada pela estudante Paula Pradines, do curso de Economia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A defesa ocorreu nessa segunda-feira (9), com a presença dos professores da universidade e do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Setton.

Para a realização da pesquisa, sob a orientação do professor Josealdo Tonholo, a estudante adotou a metodologia de entrevistar especialistas e atores envolvidos com o Sistema tanto na capital como no interior, apresentando critérios estratégicos para a seleção dos painelistas.

Entre os resultados está um perfil geral do Estado de Alagoas sob o ponto de vista da Inovação, identificando a Academia com representantes de universidades e institutos tecnológicos federais e estaduais; faculdades particulares e Sistema S. Na questão governo, Paula Pradines destacou o papel estratégico da Secretaria, da Lei de Inovação e da Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal); e o setor produtivo local, formado pelos setores: Serviços – 69%, Indústria – 23% e Agropecuária – 8%.

O secretário Eduardo Setton destacou a pesquisa como sendo um presente para o estado de Alagoas, por se tratar de um estudo acadêmico que tem aplicação direta, já que é um tema estratégico para o desenvolvimento de Alagoas e que está em pleno debate dentro do próprio Governo e das instituições parceiras.

Eduardo Setton citou que no início dos trabalhos, no ano passado, entendeu que o Sistema Alagoano de Inovação apresenta bons casos de sucesso e de construção, porém de forma pulverizada, e explicou que por isso o Governo identificou a necessidade de implantar uma estrutura que realize essa integração e ação na área de inovação: o Parque Tecnológico Social de Alagoas, sendo essa proposta construída com a participação do setor produtivo e da academia.

Para o diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Antônio Carlos Filgueira Galvão, nessa ocasião como examinador externo da banca, parabenizou a estudante pelo desafio que é estudar Inovação, por ser um assunto complexo. Dentre diversas observações, o diretor do CGEE detalhou o cenário atual do sistema de inovação no País e destacou o papel da empresa, sendo considerado o espaço onde acontece a inovação, pois realiza a integração com o mercado.

Outro examinador da banca, o professor Reynaldo Rubem Ferreira Junior, evidenciou que as indústrias sucroalcooleiras e da química mantêm uma relação madura quanto à inovação e de integração com a academia. O professor explicou que por conta desses levantamentos históricos e dessas pesquisas percebe-se que o empresário alagoano não entende como estratégica a inovação, considerando, assim, o papel importante da Secti na discussão do tema, já que se trata de instrumento transversal diante dos outros órgãos públicos.

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Ao iniciar a apresentação, o professor Josealdo Tonholo, evidenciou que a experiência nas discussões sobre o tema em Alagoas já torna claro que o perfil do Sistema Alagoano de Inovação é tratado “por CPFs e não por CNPJs”, pois as ações e os avanços são alcançados por determinação feita, muitas vezes, de profissional específico.

O professor Luiz Antônio Cabral, diretor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Feac), destacou a presença de representantes de instituições significativas nessa defesa de tese como o secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação, representando o Governo, e os representantes da Federação das Indústrias de Alagoas, Hélvio Vilas Boas e Eliana Sá, além de outros professores e mestrandos da própria Feac.

A pesquisa, realizada por um período de um ano e meio, elegeu como conceito de Sistema Regional de Inovação a que entende como uma infraestrutura institucional de apoio à inovação, ou seja, uma estrutura produtiva regional que permite identificar as especificidades locais e direcionar políticas de desenvolvimento.

Também estiveram presentes os professores José Edmundo Accioly de Souza, membro da Banca Examinadora; o professor Francisco Rosário, a professora Maria Cecília Lustosa, dentre outros.

Fonte: Ascom – Secti – Alagoas

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