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Seminário no Tecpar aproxima ainda mais empresas francesas do Paraná

A possibilidade de abrir novos campos de cooperação e parceria com empresas da França, além de estreitar as relações sócio-econômicas e culturais entre as partes, foi enfatizada no Seminário CAP Brasil, com participação do CAP (Club Appui Pays), um grupo francês formado dentro da CCI (Chambre de Commerce D’ industrie). O evento foi realizado nesta quinta-feira (13), no Auditório do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), contando com a participação de uma comitiva francesa, constituída de representantes de polos de indústrias, com foco principal na identificação de oportunidades para instalação de futuras empresas no Paraná.

O seminário contou com a presença da cônsul da França em Curitiba, Emilie Dely; do presidente da CCFB-PR (Câmara de Comércio França Brasil), Joaquim Ferraz Martins Filho; do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes; do secretário de Planejamento e Coordenação Geral do Estado, Cassio Taniguchi, representando o governador Beto Richa; da diretoria de biotecnologia industrial do Tecpar e de representantes de empresas instaladas no Paraná.

Para o secretário João Carlos Gomes a parceria de muitos anos com a França contribui para o desenvolvimento de pesquisas em diferentes áreas. “O Paraná tem na área de ciência e tecnologia uma parceria antiga com a França e em pesquisa e inovação somos grandes parceiros”, salientou. Para o diretor de Biotecnologia Industrial do Tecpar, Júlio Salomão, é uma tradição de longa data essa parceria entre a França e o Tecpar. “A parceria foi iniciada nos anos 70. O primeiro contato foi com o Instituto Pasteur, quando foi iniciada a transferência de tecnologia para a produção da vacina antirrábica” – lembrou Salomão.

Segundo o secretário Cassio Taniguchi, o Paraná tem as melhores condições de estímulo às pequenas e médias empresas do Brasil. “O estado investe maciçamente na atração de indústrias, temos condições de incentivo. Com o programa Paraná Competitivo as empresas têm tranquilidade de investir no Estado” – afirmou.  A cônsul Emilie Dely destacou que a França importa do Paraná produtos como soja, fios de seda, açúcar a café e busca estreitar as relações de mercado, aumentando o número de produtos exportados. “Os franceses valorizam produtos com a marca Brasil. É preciso ser objetivo para fazer os negócios e entender que os franceses são mais reservados. A confiança se ganha com tempo”.

O objetivo do evento foi conhecer melhor os pontos fortes e as oportunidades de produtos/mercados no Brasil. As empresas francesas puderam aprofundar os aspectos jurídicos, fiscais, logísticos, econômicos e financeiros no âmbito comercial brasileiro. Durante o seminário, foram apresentados testemunhos de dificuldades e sucessos de empresas francesas que vieram se estabelecer na região.

Para todas as empresas francesas que participaram do seminário, apresentando suas experiências no mercado brasileiro, o que se destaca é o potencial e a qualidade de vida, principalmente no Paraná. Um exemplo é o grupo francês Limagrain, que tem como principal atividade o desenvolvimento e fornecimento de milho geneticamente modificado para o Brasil e América do Sul. Outro investimento francês é de 2012, quando foi instalada na cidade de Guarapuava a primeira unidade da fábrica francesa de pães e bolos prontos Jacquet, fora da Europa.

Fonte: SETI-PR

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