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SECTEC E FAPEMA debatem Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação da Amazônia Legal

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTEC) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), se reúnem, na quarta-feira (6), em São Luís, para discutir a proposta do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento da Amazônia (PCTI/Amazônia). O encontro, que será aberto às 9h, no Grand São Luís Hotel, será coordenado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e marcará o debate das propostas apresentadas ao plano pela SECTEC e pela FAPEMA, em parceria com outras instituições de ensino e pesquisa maranhenses.

Academia, governo e classe empresarial estão convidados a participar desta 1ª Rodada de Consulta ao Estado. “O trabalho do CGEE vai apresentar uma metodologia prática, ouvindo a opinião de especialistas e apresentando caminhos de trabalho. O Plano de CT&I é de máxima necessidade em nossa região, é preciso se desenvolver aliando Tecnologia e Inovação às nossas particularidades”, destaca a secretária de estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Rosane Nassar Meireles Guerra.

A reunião segue o cronograma que foi iniciado no Tocantins, passou por Mato Grosso e deve terminar somente no mês de abril, no estado do Amazonas. No encontro, serão apresentadas de forma detalhada as propostas maranhenses do Plano de Ação. Além disso, grupos de trabalho vão discutir questões como a infraestrutura física e funcional para consolidar o plano; a importância da formação e qualificação de pessoal na Região Amazônica para assuntos de ciência e tecnologia; e a consolidação e ampliação dos polos de inovação na região.

A estratégia de debate foi definida no mês passado, durante a reunião do Fórum Regional Norte do Consecti (Confap), que aconteceu em São Luís. Na ocasião, os representantes dos estados que são membros da Amazônia Legal brasileira (todos da Região Norte, mais o Maranhão e Mato Grosso) apresentaram 33 propostas estratégicas para o cumprimento da agenda de curto prazo – em prol da ciência e tecnologia – para a Região Amazônica.

Propostas e redução do desmatamento

“Os debates para a elaboração do PCTI/Amazônia não devem deixar de fora as particularidades da região, especialmente no que diz respeito às formas de conciliar o crescimento tecnológico com a preservação ambiental”, destaca o diretor presidente da Fapema, Antônio Luiz Amaral Pereira.

Dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que nos últimos anos já houve uma queda significativa na área desmatada na Amazônia Legal. O último levantamento aponta redução de 27% no biênio 2011-2012 em relação ao período anterior avaliado (2010-2011). Dos nove estados que fazem parte da Amazônia Legal, o Pará foi o que mais desmatou, com 1.699km² de área destruída, seguido de Mato Grosso e Rondônia. O Maranhão aparece na 6ª colocação, com 267km² de desmatamento.

Para que não haja uma associação entre crescimento tecnológico e devastação ambiental, algumas propostas apresentadas ao plano, já direcionam as pesquisas para o campo do uso sustentável desse ecossistema. Há no próprio programa, orientações que preveem o apoio à ampliação da pesquisa e desenvolvimento da inovação, voltada para a análise da biodiversidade e dos recursos naturais.

A minuta do PCTI diz que esse subprograma “reuniria as demandas referentes ao manejo de produtos da biodiversidade, abarcaria proposições que dizem respeito ao fortalecimento das vocações produtivas, ao desenvolvimento de cadeias de processamento de produtos locais como também à incorporação de novos produtos e processos (como alimentos e fármacos) à produção regional”. Os estados do Amazonas, do Amapá e de Rondônia, já apresentaram propostas com esse caráter que estão sendo analisadas para plano de curto prazo pró-ciência da Amazônia Legal.

O Maranhão apresentou quatro propostas para o PCTI. São elas: o Projeto Infovias, de modernização e infraestrutura de comunicação entre municípios; Projeto Maranhão Profissional, para capacitar técnicos e agregá-los à demanda do setor produtivo do estado; além do Centro de pesquisa em corrosão e da Implantação do Polo Tecnológico (Cidade Empresarial).

Fonte: SECTEC-MA

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