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Secitec aposta em parque tecnológico e educação profissional para potencialização econômica no MT

O titular da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (Secitec), Rafael Bello Bastos, acredita que a combinação formação profissional e atração de empresas é a chave para o desenvolvimento do estado. Bastos ressalta a importância de aproveitar o crescimento econômico de Mato Grosso para estimular a capacitação de recursos humanos e fomentar a área científica. Em entrevista ao Informe ABIPTI (Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica), o secretário fala sobre os planos que a pasta executará para atingir esses objetivos.

Quais os principais desafios da sua gestão?
O nosso foco principal é o fortalecimento da educação profissional. Ela deve ter qualidade e ser mais rápida para atender as exigências de crescimento de Mato Grosso e do País, além de contribuir para o desenvolvimento do estado e a necessidade do mercado. No ano passado, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), houve a inclusão de quatro mil alunos no ensino profissional. Firmamos um pacto para fechar 2013 com 22 mil alunos na formação iniciada e continuada e cerca de dois mil em cursos técnicos.

De que forma isso será feito?
Nós estamos em processo de construção de três novas escolas técnicas. Serão licitadas mais cinco para garantir a interiorização dos programas de educação profissional e técnica de Mato Grosso. Para acelerar o repasse de recursos, visitamos o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Está claro que educação profissional e tecnológica são pilares de sua gestão. Em relação à inovação tecnológica, o que será feito?
Há muito tempo o estado discute a implementação de um parque tecnológico. Nestes últimos meses conseguimos, junto ao governador, a área para receber o parque. Este é o primeiro passo para buscar recursos e concretizar a iniciativa. A localidade será privilegiada, pois também abrigará um campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), integrando a academia com o setor produtivo.

Qual será o impacto do parque tecnológico na economia do estado?
O Mato Grosso é muito forte na agricultura e no setor primário. Nós precisamos atrair novas indústrias, fomentar a cadeia como um todo. Nós somos um dos maiores produtores de soja, mas não produzimos produtos derivados com maior valor agregado. É necessário melhorar a nossa logística, a nossa estrutura, a nossa energia, a pesquisa, a capacitação. O fortalecimento dessa cadeia, por meio do parque tecnológico, fará com que o estado dê um segundo salto em seu modelo econômico.

A fixação de pesquisadores com mestrado e doutorado será parte da política de governo?
O próprio parque será um atrativo para que os pesquisadores permaneçam no estado. A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) tem cumprido o seu papel. O reitor tem realizado, dentro da política que o governador determinou, a interiorização da universidade. Levar a educação superior onde o “eixo comercial não vai” é fundamentalmente o papel de Mato Grosso. Nós somos um estado com dimensões de um país, mas temos apenas 141 municípios. É preciso construir polos regionais para que haja geração de emprego e renda e para que os cidadãos fiquem nessas localidades e não migrem para os bolsões de pobreza das grandes cidades.

Fonte: Secitec-MT

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