Giro nos Estados

São Paulo ocupa 13º lugar em ranking de inovação

O Vale do Silício, na Califórnia, continua a ser uma referência difícil de igualar quando se fala na capacidade de inovação dos Estados Unidos, mas a cidade de São Paulo está mais próxima de criar um ambiente parecido com esse que outros centros globais reconhecidos por sua capacidade tecnológica, como Berlim, na Alemanha, e Cingapura.

Uma pesquisa feita pela Telefónica Digital, braço de inovação do grupo espanhol de telefonia, em parceria com a Genome, uma companhia novata, coloca São Paulo no 13º lugar entre as 20 localidades com os ecossistemas mais propícios para inovação. O Vale do Silício ficou na primeira posição. O estudo levou em consideração 50 mil “startups” de todo o mundo, incluindo companhias brasileiras como os sites de comércio eletrônico Dafiti e Netshoes.

A capital paulista superou Moscou, Santiago e Melbourne, entre outras cidades. Brasil e Chile foram os únicos países da América Latina com representantes no ranking. Das 10 primeiras posições da lista, seis foram ocupadas por cidades americanas.

Apesar da supremacia dos EUA, o relatório “Startup Ecossystem Report 2012” mostra o surgimento de novos polos de inovação em países da América Latina, da Europa, do Oriente Médio e da Ásia.

“Esses resultados demonstram claramente como o empreendedorismo está despontando em todo o mundo. Estamos vendo, hoje, ecossistemas emergentes começando a atuar como alternativas viáveis aos centros tradicionais de inovação tecnológica”, disse Gonzalo Martin-Villa, executivo-chefe da Wayra, aceleradora global de “startups” da Telefónica Digital.

Segundo Carlos Pessoa, presidente da Wayra Brasil, São Paulo vem apresentando grande evolução como polo propício à inovação nos últimos quatro ou cinco anos. A escassez de recursos para o financiamento de empresas novatas, entretanto, ainda é uma das deficiências do ecossistema da cidade. Seja antes ou depois do lançamento de um produto, as companhias brasileiras recebem 86% menos capital que empresas iniciantes do Vale do Silício, mostra o estudo.

Essa dificuldade para obter recursos não é, no entanto, uma característica exclusiva de São Paulo. De acordo com a pesquisa, até mesmo ecossistemas bem desenvolvidos estão sofrendo com a falta de financiamento. É o caso de Nova York, que ocupou o 5º lugar do ranking traçado pelo estudo. Na cidade, houve uma redução de 70% do capital de risco disponível para companhias em fase inicial, ou seja, aquelas que estão em uma etapa anterior ao lançamento de produtos no mercado.

Fonte: Valor Econômico

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