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São Paulo apresenta diagnóstico da economia criativa do Estado

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação apresentou nesta terça-feira, 8 de dezembro, o primeiro diagnóstico da economia criativa (EC) do Estado de São Paulo, coordenado pelo Instituto Pensar e executado pela Fundação Vanzolini. O estudo preliminar traz informações gerais sobre a economia criativa no mundo, Brasil e regiões do Estado, além de indicar número de empregos, salários e crescimento do mercado criativo nos últimos anos. Na ocasião, também foi proposta a criação de um observatório voltado ao segmento. O diagnóstico ressaltou as dez categorias já listadas, em 2011,  pela Fundação para o Desenvolvimento Administrativo (Fundap): arquitetura e design; artes performáticas; artes visuais, plásticas e escrita; audiovisual; edição e impressão; ensino e impressão; ensino e cultura; informática; patrimônio; pesquisa e desenvolvimento; publicidade e propaganda, além de outros quatro setores relacionados, que possuem um grande destaque no cenário paulista: turismo, gastronomia, entretenimento e esporte.

De acordo com o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Márcio França, está entre as premissas do governador Geraldo Alckmin formatar o segmento   da   economia criativa, aliado à inovação e geração de emprego e renda. “Pretendemos desenhar um plano estratégico que aponte as diretrizes, políticas públicas, ações e incentivos ao setor. Esse diagnóstico é o primeiro passo, o embrião para se transformar numa proposta de Governo”, ressalta. Segundo o  estudo, São Paulo é o maior centro de atividades do setor no País, responsável por 25% dos empregos formais e dos estabelecimentos de EC. O segmento possui cerca de 47 mil negócios e emprega 845 mil trabalhadores formais e informais.

Os salários também são atrativos. Enquanto a indústria paulista tem salário médio de R$ 2.657,88, a EC oferece R$ 2.931,94. As categorias que têm remunerações mais altas são as de pesquisa e desenvolvimento (R$ 6,6 mil); publicidade e propaganda (R$ 4,8 mil); e informática (R$ 4,16 mil), a maior empregadora da EC. As principais contratações são para o desenvolvimento de software, produção de games, internet, consultoria em tecnologia da informação (TI), suporte técnico e manutenção. A soma dos salários em EC no Estado de São Paulo supera R$ 1,6 bilhão.

Segundo o coordenador do projeto e presidente do Instituto Pensar, Domingos Leonelli, o Estado paulista merece um estudo aprofundado para alavancar as potencialidades do setor. “Hoje apresentamos os primeiros produtos que contemplam o diagnóstico e a proposta da criação de um Observatório para gerar informações e articulações entre as mais diferentes esferas governamentais, com o objetivo de implementar ações que contribuam para a transformação dos setores da economia criativa em um catalisador do desenvolvimento e da inclusão social”, explicou.

O relatório apontou ainda o crescimento de 69% no setor das indústrias criativas entre 2004 e 2013. No mesmo período, a EC registrou o aumento de 6,9% nos empregos formais enquanto o conjunto de todos os outros setores foi de 5%. A próxima etapa para a consolidação da economia criativa em São Paulo contará com projetos de gestão e governança, indicadores de avaliação, criação de fóruns, seminários e feiras, além do desenvolvimento de um plano estratégico, com sugestões de políticas públicas, diretrizes e incentivos para a EC no Estado.

Fonte: SDCT-SP

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