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Sala de jogos do CDT desenvolve novas formas de aprendizagem no DF

É possível um estudante universitário aprender jogando videogame? Professores da UnB provaram que sim. No Laboratório de Inovações Tecnológicas para Ambientes de Experiência (Itae), os alunos da disciplina Introdução à Atividade Empresarial disputam jogos que ajudam a fixar os conteúdos da matéria de uma maneira mais divertida, além de estimular o trabalho em equipe. O Itae é um ambiente desenvolvido justamente com o objetivo de imergir os jovens totalmente na experiência de aprendizagem, esquecendo o resto do mundo por algumas horas. Como um videogame.

“Nós podemos motivar os desmotivados, envolver os alunos e fazer com que participem mais nas atividades”, afirma o coordenador do laboratório, Jorge Pereira. Ao lado de cinco estagiários da engenharia, computação e design, Jorge trabalha desde maio de 2011 nos jogos usados atualmente no laboratório: Quiz e Batalha. Divididos em dois grupos, em uma sala equipada grandes mesas equipadas com telas ativadas pelo toque, eles promovem disputas que envolvem questões de verdadeiro ou falso, múltipla escolha e disputas contra adversários em partidas de batalha naval. O número de disparos a que cada grupo tem direito é definido pela taxa de acerto. Todas as ações são controladas pela mesa interativa.

“Além de ser uma forma criativa de aprender, nós precisamos tomar decisões em grupo e bolar estratégias para vencer o outro time”, afirma Emerson Grzeidak, aluno do 9º semestre de Engenharia Mecatrônica. Emerson participou do ITAE duas vezes, perdeu na primeira e ganhou na segunda. “O conceito da sala é inusitado. Eu gostei muito.”

A disciplina Introdução à Atividade Empresarial é dada em forma de módulos, com tutores responsáveis por cada etapa. O responsável por ela, professor Cláudio Souza, explica que a participação no Itae é uma atividade extra, e cada um dos tutores elabora questões relacionadas ao seu conteúdo. “A aplicação e a dinâmica estimulam o aluno e também tem o trabalho de equipe, que é como funciona no mercado”, afirma Cláudio.

O jogo não é fechado, ele permite a inclusão de vídeos, textos, sons, músicas, etc. O professor Jorge acredita que o laboratório pode ser usado em várias outras disciplinas e atividades da UnB. “O que temos aqui é uma ferramenta que pode ser adaptada conforme as necessidades apresentadas”, explica. Tudo depende da criatividade de quem quiser ensinar e aprender.

Fonte; UnB

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