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Giro nos Estados

Ribeirão Preto terá Parque Tecnológico dentro da USP

Estado libera R$ 2 milhões para construção do prédio da incubadora de empresas e do núcleo do parque; empreendimento será voltado ao desenvolvimento de tecnologias na área da saúde

O secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Luciano Almeida, assinou nesta sexta-feira, 8 de outubro, convênio com a Universidade de São Paulo (USP) e a prefeitura de Ribeirão Preto para liberação de recursos que serão investidos na construção das primeiras instalações do parque tecnológico.

O acordo prevê a liberação de R$ 2 milhões do Governo do Estado para a construção do prédio, e a contrapartida de R$ 1,8 milhão da prefeitura para implantação da infraestrutura básica viária que dará acesso à área do parque tecnológico dentro do campus da USP. O empreendimento será voltado à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos e processos inovadores nas áreas de saúde, biotecnologia, bioenergia e tecnologia da informação, com destaque para produção de equipamentos médico-hospitalares, fármacos e cosméticos.

Os recursos do Estado serão investidos na construção de um prédio com 1.585,81 m². O edifício terá três pavimentos, que irão abrigar o núcleo administrativo do parque e uma incubadora de empresas de base tecnológica. O local contará com todo o suporte necessário para a instalação de micro e pequenas empresas inovadoras, frutos de projetos de pesquisa e desenvolvimento de alunos da USP e de outras universidades da região.

Parque tecnológico
O Parque Tecnológico de Ribeirão Preto será implantado em uma área de 300 mil m² no campus da USP – que compreende uma área total de 5 milhões de m², no bairro Monte Alegre. Além do edifício da incubadora e do núcleo administrativo, o projeto prevê, posteriormente, a construção de instalações para um centro tecnológico e uma agência de inovação. O parque também pretende reunir um centro empresarial e um centro tecnológico de biotecnologia, além de Faculdade de Tecnologia (Fatec), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), laboratório da Fundação para o Remédio Popular (Furp) e laboratórios de P&D de natureza empresarial.

Potencialidades
Ribeirão Preto é reconhecida como um grande polo de saúde. O município está entre os primeiros do Brasil no ranking nacional na proporção médico por habitante. No total, existem cerca de 3 mil médicos na cidade, o que equivale a um profissional para cada 160 habitantes. A região concentra também um Arranjo Produtivo Local (APL) de equipamentos médico-hospitalares e odontológicos, que conta com cerca de 70 empresas, sendo 80% microempreendimentos que, juntos, empregam mais de 1.750 trabalhadores.

A rede de saúde de Ribeirão Preto desponta como uma das mais importantes e desenvolvidas do país, com 17 hospitais, 35 unidades de saúde, farmácias, clínicas e laboratórios. Integram a rede de saúde de Ribeirão Preto o Hospital das Clínicas e o Instituto da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, além das faculdades da USP, da Unaerp, do Centro Universitário Barão de Mauá, do Centro Universitário Moura Lacerda e da Unip.

Incubadora de empresas
A cidade conta com uma incubadora de empresas de base tecnológica sem fins lucrativos, a Supera, que presta apoio para a criação de novos negócios, oferecendo espaço físico, serviços básicos, assessoria, capacitação e networking. Gerida pela Fundação Instituto Polo Avançado de Saúde de Ribeirão Preto (Fipase), a Supera apóia empresas que desenvolvem produtos com alta densidade tecnológica, nas áreas de biotecnologia, materiais e equipamentos médicos-odontológicos, além de tecnologia da informação, química, técnicas nucleares, entre outros. Atualmente a Supera possui três unidades: unidade Campus, unidade Hemocentro e unidade Campos Elíseos – que também abriga o Centro de Desenvolvimento e Inovação Aplicada em Equipamentos Médico-Hospitalares e Odontológicos (Cedina).

Implantado em abril de 2010, o Cedina oferece ensaios, avaliação de produtos e testes de qualidade. O projeto é resultado de uma parceria entre Prefeitura, Fiesp, Ciesp, USP-Ribeirão Preto e Secretaria de Desenvolvimento. Por meio do Programa Estadual de Fomento aos Arranjos Produtivos Locais, a Secretaria de Desenvolvimento investiu R$ 304 mil na compra de equipamentos para o Cedina.

Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec)
O projeto do Parque Tecnológico de Ribeirão Preto faz parte do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), criado pelo governo do Estado de São Paulo para dar apoio e suporte a essas iniciativas, com o objetivo de atrair investimentos e gerar novas empresas intensivas em conhecimento ou de base tecnológica. Segundo definição da International Association of Science Parks (Iasp), parques tecnológicos são empreendimentos criados e geridos com o objetivo permanente de promover pesquisa e inovação tecnológica, estimular a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas, além de dar suporte ao desenvolvimento de atividades empresariais.

Esse tipo de empreendimento está em processo de consolidação por meio de estratégias de desenvolvimento de aptidões regionais, centradas na articulação entre instituições de ensino superior, poder público e organizações estatais e privadas, em áreas de potencial tecnológico. Nesse sentido, a expectativa é que as empresas se fortaleçam, potencializem suas atividades e, com o auxílio da pesquisa institucional, alavanquem mercados globais e alta tecnologia.

No Estado de São Paulo, existem 30 iniciativas para implantação de parques tecnológicos, sendo que, 17 já estão com credenciamento provisório no SPTec: Barretos, Botucatu, Campinas (duas iniciativas: Polo de Pesquisa e Inovação da Unicamp e CPqD), Ilha Solteira, Mackenzie-Tamboré, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Carlos (duas iniciativas: ParqTec e EcoTecnológico), São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo (duas iniciativas: Jaguaré e Zona Leste) e Sorocaba.

Incentivos estaduais
As empresas que se instalarem em parques tecnológicos do SPTec poderão participar do programa estadual de incentivos fiscais, chamado “Pró-Parques”. Instituições de apoio e empresas de base tecnológica poderão utilizar créditos acumulados de ICMS ou diferir o imposto para pagamento de bens e mercadorias a serem utilizados em investimentos e no pagamento de ICMS relativo à importação de bens destinados ao ativo imobilizado.

Fonte: Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo

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