+55 (61) 9 7400-2446

Giro nos Estados

Reitora da UNIR prestigia assinatura de termo de acordo entre MPF e faculdades particulares

Na segunda-feira, 14, a reitora da UNIR, professora doutora Maria Berenice Alho da Costa Tourinho, prestigiou a cerimônia de assinatura dos termos de acordo celebrados entre o Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) e diversas faculdades do Estado para concessão de bolsas de estudo integrais de nível superior para os índios Cinta Larga.

O evento ocorreu na manhã de ontem, no auditório da sede do MPF. As autoridades que compuseram a mesa de cerimônia foram: o procurador do MPF, Reginaldo Trindade; a reitora da UNIR, Berenice Tourinho; o juiz federal, Dimis da Costa Braga; o representante do governo do Estado, Waldemar Albuquerque; e a representante da Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga (PATJAMAAT), Elizabete Cinta Larga.

Também estiveram presentes os representantes de dez das 17 faculdades contatadas pelo MPF e que oferecerão ao todo 116 bolsas de estudo integrais em cursos de nível superior para o povo Cinta Larga.

O procurador do MPF esclareceu que, a princípio, as bolsas serão apenas para estudos e que os indígenas que tiverem interesse deverão buscar meios para se manterem nas cidades de oferta dos cursos. Trindade acrescentou que sabe da necessidade de criar mecanismos para a permanência desses alunos, mas que é preciso dar o primeiro passo na busca pela inclusão e resgate social das etnias indígenas e é isso que o MPF está fazendo ao firmar os acordos.

Reginaldo Trindade agradeceu aos parceiros que aderiram à proposta e convidou a todos para participarem da segunda edição da Caravana da Esperança. A primeira foi realizada em outubro e várias autoridades, incluindo a reitora da UNIR, tiveram a oportunidade de ver de perto a realidade do povo Cinta Larga. “Quando a pessoa conhece a realidade de uma aldeia indígena, ela volta diferente e volta como um eventual parceiro”, disse o procurador acrescentando que a oferta de bolsas de estudo é uma forma de combater a morte da cultura e do povo em si, promovendo dignidade elevando esperança.

Fonte: Unir

Em sua fala, a professora Berenice elogiou a iniciativa do Ministério Público e destacou que ainda é preciso buscar meios para garantir a permanência e a conclusão do curso pelos alunos indígenas. Segundo ela, a Universidade também enfrenta dificuldades em manter o aluno indígena, e outras etnias, em sala de aula, mesmo oferecendo bolsas de custeio. Na opinião da reitora, é preciso entender as diferenças culturais existentes nesse processo para conseguir a permanência desses alunos, além da necessidade de participação de novos parceiros e do engajamento dos entes públicos.

Para o representante do povo Cinta Larga, a iniciativa os ajudará a lutar pela sua sobrevivência enquanto povo e pela sobrevivência da sua cultura. Em nome do povo Cinta Larga, ele disse estar muito feliz pela ajuda que estão recebendo do MPF e das faculdades parceiras.

Fonte: UNIR

Próximos Eventos