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Giro nos Estados

Rede de Educação Profissional de Goiás terá novo modelo de gestão

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sectec), Mauro Faiad, apresentou aos diretores dos Institutos Tecnológicos (Itegos), durante reunião realizada em seu gabinete, os resultados dos primeiros estudos que visam a gestão compartilhada da Rede Estadual de Educação Profissional por meio de uma Organização Social (OS). As projeções são de que o processo seja concluído até o mês de março de 2015.

Após conquistas expressivas durante a atual gestão, oportunidade em que a Sectec superou a meta de 500 mil goianos qualificados pelo programa Bolsa Futuro, a meta agora é aperfeiçoar a prestação de serviços de educação e melhorar a eficiência na rede de qualificação profissional por meio da gestão compartilhada que tem vantagens como a economicidade, a maior agilidade na contratação de pessoal, aquisição de materiais e insumos. As OSs são um modelo de parceria entre o Estado e a sociedade.

“O Governo continuará responsável pela definição da política educacional e tecnológica, bem como pelo planejamento, acompanhamento, fiscalização e apreciação das prestações de contas”, afirma o secretário. Ele faz questão de ressaltar que os diretores dos Itegos, grandes estruturas regionais voltadas para o ensino técnico e profissional, inclusive superior, permanecerão como protagonistas da gestão pedagógica, ao mesmo tempo em que reforçarão o papel enquanto coordenadores e supervisores. “O novo modelo, com resultados altamente positivos na administração de unidades de saúde do Estado, com certeza vai garantir muito mais avanços nos que se refere à qualidade da formação profissional”, diz. “É tempo de dar um Upgrade”.

Goiás possui hoje 20 Institutos Tecnológicos (Itegos) com 120 unidades vinculadas, os Colégios Tecnológicos (Cotecs), presentes em 90 municípios. São estas estruturas que abrigam programas como o Bolsa Futuro, considerado um dos vetores da atual administração do governador Marconi Perillo. O propósito agora é a celebração de ajuste de parceria com entidade de direito privado, sem fins lucrativos, qualificada no setor de educação e desenvolvimento tecnológico para desempenhar funções de operacionalização e execução das atividades no âmbito dos Itegos. “O modelo, moderno, ágil e transparente, representará um ganho de grande dimensão para o Estado”, diz o secretário.

Mauro Faiad explica que a gestão compartilhada se torna uma contingência natural no que se refere à operacionalização da Rede de Educação Profissional, mesmo porque a Sectec, responsável por esta missão, não possui, a rigor, um quadro de servidores próprio. No caso do Bolsa Futuro, toda uma estrutura foi montada para atender a uma urgente demanda reprimida no mercado de trabalho diante da expansão dos investimentos em Goiás, principalmente nos setores industrial e de serviços. Neste contexto de acentuada dinâmica, é impraticável, por exemplo, manter um conjunto de professores efetivos por que os cursos de qualificação variam de acordo com a evolução do mercado de trabalho.

O secretário lembra ainda que o governador Marconi Perillo assumiu papel de vanguarda ao adotar as OSs em unidades de saúde, uma medida que resolveu deficiências históricas provocadas pela rigidez burocrática que paralisava as ações na busca do melhor atendimento. O modelo de gestão compartilhada superou problemas crônicos que afetavam o bem-estar de milhares de cidadãos, como a falta de remédios. No caso da Rede de Educação Profissional, os diretores terão mais tempo para executar a função executiva, ao vistoriar as atividades, ao cobrar resultados e ao exigir o cumprimento de metas. “Atualmente, perde-se muito tempo com o operacional, com a solução de pequenas pendências, sendo que os dirigentes poderiam se dedicar integralmente aos temas de maior dimensão”, observa Faiad.

Do ponto de vista da seleção, as organizações interessadas em atuar no Estado no setor de educação e desenvolvimento tecnológico precisam se adequar às exigências da lei goiana no que se refere à qualificação, conselho de administração, conselho fiscal, contrato de gestão, do incentivo às atividades sociais e dos itens que provocam a desqualificação.  As OSs não estão sujeitas às normas que regulam a gestão de recursos humanos, orçamento e finanças, compras e contratos na administração pública. Com isso, há um significativo ganho de agilidade e qualidade na seleção, contratação, manutenção e desligamento de funcionários.

“Gestão compartilhada é um caminho natural”

Veja o que diretores de Itegos argumentam sobre a gestão compartilhada na Rede Estadual de Educação Profissional:

Marla Silva Correia, diretora do Itego de Anápolis: “O trabalho voltado para a formação profissional cresceu muito no Estado. Uma das boas qualidades da gestão compartilhada é que permite maior flexibilidade. Podemos ter de volta bons professores, porque os Itegos formam bons profissionais”.

Gilvana Andrade, diretora do Itego de Goianésia: “Trata-se de um projeto audacioso e acredito que vai dar certo. A condução da política de qualificação profissional está sendo um sucesso e vai avançar muito mais. Acredito que os objetivos serão alcançados”.

Maestro Eliseu Ferreira, diretor do CEP em Artes Basileu França:“A OS é uma alternativa muito interessante e um modelo que pode solucionar a falta de profissionais, bem como melhorar o nível dos professores. Trata-se de um caminho natural. Faço uma defesa contundente.”

Maurina Ferreira Bueno, diretora do Itego de Porangatu: “Tudo o que é novo causa impacto e assusta num primeiro momento, mas não resta dúvida de que a gestão compartilhada é uma solução que pode dar certo. O objetivo final será sempre o bem das comunidades”.

Fonte: SECTEC-GO

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