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Projeto da UESC apoiado pela Fapesb ganha prêmio Santander Universidades Solidárias 2014

O programa de capacitação e produção de vestimentas, criado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), tem como objetivo construir uma relação social entre a instituição educacional e comunidades do sul da Bahia. Por meio do programa, professores e estudantes da instituição estimulam a economia de grupos dos municípios de Ilhéus, Floresta Azul e Una.

O projeto, previsto para durar quatro anos, investe na perspectiva de aprimoramento produtivo, gerencial e comercial das atividades de corte e costura já desenvolvidas por moradores locais. A ação, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), foi uma das oito vencedoras da décima edição do Prêmio Santander Universidades, na categoria Universidade Solidária.

O projeto, que foi um dos 20.106 inscritos na competição, passou pela avaliação da banca independente, formada pela Academia Brasileira de Ciências, Editora Abril, Endeavor, Fundação Dom Cabral e a Fundação de Apoio Institucional Rio Solimões (Unisol). O prêmio foi no valor de R$ 100 mil.

Em cerimônia realizada em São Paulo, o vice-reitor da Uesc, Evandro Sena Freire, destacou que ter a universidade como única representante da Bahia no prêmio significa o reconhecimento do papel de desenvolvimento de ensino, pesquisa e extensão. “Esse é o resultado do trabalho de aprimoramento realizado ao longo dos anos”.

Segundo o coordenador da iniciativa, João Carlos de Pádua, cerca de quatro professores do departamento de economia da instituição e 12 alunos bolsistas trabalham ativamente na proposta.

O financiador encaminha a verba para o docente, que faz a compra de todos os materiais necessários e contrata profissionais para ministrar os treinamentos. Os serviços são oferecidos para as comunidades de forma permanente e acompanhados pelos estudantes.

“Esse projeto é uma extensão da graduação e o resultado tem sido positivo. Já temos antigos colaboradores [alunos] trabalhando em São Paulo, e outros que optaram por seguir carreira acadêmica, terminando o mestrado”, explica João Carlos. Ainda segundo ele, “os novos estudantes novos também estão começando a trilhar esse caminho, porque a iniciativa permite a união da teoria e da prática. Esse é o diferencial”.

A aluna veterana Daianne Gabrielli Morais, graduanda de administração, é uma das estudantes que fizeram parte do desenvolvimento da primeira versão do programa, há dois anos.

Experiência

Ela conta que a experiência foi uma oportunidade de colocar em prática o que aprendia em sala de aula.

“O contato com a comunidade me ajudou a aprender a lidar com pessoas e a partir desse serviço tive a ideia da minha monografia. Fiz um estudo de onde e como os produtos poderiam ser vendidos, para entender de qual forma o trabalho dos profissionais seria mais rentável”, diz a estudante, que, atualmente, está concluindo o mestrado.

O coordenador da iniciativa afirma ainda que as comunidades recebem a ação com otimismo: “Imagine para uma comunidade, que tem uma renda baixíssima, ganhar estrutura de trabalho, máquinas que custam cerca de R$ 5 mil e treinamento. É como se a sorte caísse do céu”.

Internacionalização

A internacionalização do ensino superior é um dos principais assuntos das pautas acadêmicas do momento, segundo discussão ocorrida no evento. O motivo? O processo é visto como instrumento estratégico para o desenvolvimento de um mercado mais competitivo.

O processo para a mobilidade internacional é executado por meio de programas desenvolvidos pelas próprias instituições de ensino, empresas privadas e pelo Ciência sem Fronteiras, projeto do governo federal.

O órgão estima que, até o final de 2014, cerca de 101 mil bolsas para o exterior serão concedidas para estudantes de graduação, pós-graduação, professores e técnicos.

Fonte: Jornal A Tarde

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