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Giro nos Estados

Programa Ciência na Escola deverá ampliar suas ações no interior do Amazonas

Com a nova edição do Programa Ciência na Escola (PCE), o grande desafio agora é intensificar o seu processo de interiorização. Lançado nesta terça-feira (19), durante a abertura do Seminário de Avaliação Final do PCE, o mais recente edital do programa prevê investimento da ordem de R$ 4,27 milhões oriundos do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A cerimônia ocorreu no auditório do Centro Educacional de Tempo Integral Gilberto Mestrinho (Rua Leopoldo Péres s/nº, Educandos, zona Sul).

Resultado de parceria com as secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-AM) e de Estado de Educação (Seduc) e Municipal de Educação (Semed), o programa faz parte da política do governo estadual para difundir a ciência e promover o interesse dos jovens pelo mundo científico. Tem por finalidade apoiar, com recursos financeiros e bolsas por meio de cotas institucionais, estudantes dos ensinos Fundamental e Médio integrados no desenvolvimento de projetos de pesquisas de escolas públicas de Manaus e interior do Amazonas.

Desde a sua criação, no ano de 2004, foram investidos mais de R$ 10 milhões por meio do programa. Esse montante contribuiu para o desenvolvimento de 233 projetos, sendo 123 na capital e 110 no interior. Até agora, foram beneficiados 3.369 bolsistas em Manaus e 2.030 em outros municípios do Estado.

Apesar de se tratar de um programa abrangente ao interior, a expectativa é que as ações do PCE possam ser intensificadas de maneira a alcançar novos municípios e contribuir para o processo de consolidação de políticas públicas no Amazonas. “Temos o desafio de estarmos ainda mais no interior do Estado”, disse a diretora-presidenta da Fapeam, Maria Olívia Gusmão, durante solenidade de lançamento do edital.

Interiorização

Para tanto, uma das estratégias que já vem sendo adotada e deverá ganhar maior robustez é o lançamento de edições específicas de editais do PCE para atendimento de demandas de outras localidades do Estado, como foi o caso dos editais lançados em parceria com a Prefeitura Municipal de Itacoatiara e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) para implantação em escolas localizadas em unidades de conservação. Outra ação importante é o próprio apoio de professores e gestores de Educação na condição de agentes multiplicadores do programa.

Os resultados dessas iniciativas são considerados positivos pela direção da Fapeam e a expectativa é que, dentro de pouco tempo, novos editais dessa natureza possam ser lançados. “Essas edições especiais estão se expandindo e o programa está se multiplicando. Quiçá, vamos chegar ao momento em que esse programa de fato terá autonomia nos municípios”, afirma a diretora-presidente da FAP.

Nesta edição do programa, a estimativa é de que o novo edital apoie até 320 projetos, sendo até 120 realizados nas escolas estaduais da capital; até 120 nas escolas estaduais do interior do Estado e até 80 nas escolas municipais de Manaus.

Exemplo “tipo exportação”

Durante a solenidade de lançamento do novo edital, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Odenildo Sena, fez questão de destacar que o PCE é uma referência para outros Estados, que passaram a adotar iniciativas semelhantes. “Amigos de outros Estados que passaram a conhecer o PCE, resolveram adotar o programa, ou seja, passamos a exportar iniciativas”, ressaltou.

O titular da pasta de CT&I destaca ainda que o programa já atingiu milhares de jovens e professores e que, infelizmente, são poucos os que se dão conta da relevância de tal iniciativa. “Essas escolas que, por questão de tradição, limitavam-se a reproduzir conhecimento, agora, estão realizando o milagre da ciência:  produzir conhecimento”, afirmou.

Segundo o secretário, o PCE tem apresentado resultados positivos a partir da aplicabilidade dos projetos, o que tem impactado no cotidiano das comunidades em que foram desenvolvidos. “O retorno é imediato. Isso é tudo que queremos. E, no mais, esperamos que esses alunos decolem, ocupando as vagas das universidades e, aqueles que não optarem pela carreira científica, certamente serão bons cidadãos e cidadãs”, finaliza.

Seminário

O Seminário de Avaliação Final do Programa Ciência na Escola (PCE), que está sendo realizado até esta quinta-feira (21), na Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM) – antiga Aldeia do Conhecimento, situada à Rua Maceió, nº 2.000, Parque Dez, tem por objetivo tem o objetivo de apoiar a participação de professores e estudantes da educação básica e de jovens e adultos em projetos de pesquisa desenvolvidos nas escolas públicas estaduais no Amazonas e municipais de Manaus.

O evento é aberto ao público e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed). Os projetos, desenvolvidos em escolas da Seduc e Semed da capital e dos municípios de Iranduba e Rio Preto da Eva, serão apresentados por estudantes vinculados ao PCE, por meio de apresentação oral e exposições de painéis.

Para o desenvolvimento das pesquisas, que serão apresentadas em Manaus, foram alocados recursos que somam mais de R$ 2 milhões, sendo R$ 1,4 milhão para os projetos desenvolvidos em Manaus em parceria com a Seduc e mais R$ 643 mil em projetos desenvolvidos em Manaus em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, além  de cerca de R$ 18 mil nos projetos de Rio Preto da Eva e, aproximadamente, R$ 15 mil no município de Iranduba, por meio do Edital 012/2010 da Fapeam.

No total, serão apresentados os resultados de 86 projetos em parceria com a Seduc, incluindo os projetos das escolas de Iranduba e Rio Preto da Eva e 37 projetos realizados em parceria com a Semed em Manaus.

 O que é o PCE?

O Programa Ciência na Escola (PCE) foi criado em 2004 pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) a fim de aproximar professores e estudantes do ensino público básico da pesquisa científica. Quando o edital é lançado, o professor submete um projeto e, se este é aprovado, ele recebe recurso para realizá-lo. Um grupo de pesquisa é formado por cinco estudantes e um apoio técnico, além do professor coordenador, e todos recebem bolsas de auxílio à pesquisa, que variam entre R$ 120 e R$ 461, nos meses de vigência do projeto.

As pesquisas realizadas são baseadas em temas relacionados ao cotidiano dos estudantes, como: reciclagem de lixo; contos, lendas e histórias amazônicas; esporte e qualidade de vida; cultura e patrimônios históricos; tecnologias na educação e na comunicação; entre outros assuntos.

 Fonte: Ciência em Pauta/SECTI-AM, por Lisângela Costa

 

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