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Giro nos Estados

Professores da Universidade Federal de Goiás decidem entrar em greve

Em plebiscito eletrônico, 56% dos docentes optaram pela paralisação.
Assembleia da Adufg vai decidir a estratégia do movimento.

Os professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) decidiram, por meio de plebiscito eletrônico concluído na quarta-feira (13), que deverão entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (18). Com essa decisão, eles vão reforçar o grupo composto por cerca de 50 universidades federais que já estão paralisadas em diversos estados brasileiros desde o dia 17 de maio.

Segundo o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg), a votação foi realizada das 8h às 22h. Quatrocentos e oitenta e seis dos 850 votantes (56%) se colocaram a favor da greve e 343 (40%) se posicionaram contra. Houve ainda 13 votos brancos e 12 nulos. Segundo a assessoria de comunicação do sindicato, os docentes devem se reunir às 15h desta quinta-feira (14) para definir a condução do movimento de paralisação.

Apesar de a decisão ter saído apenas na quarta, um grupo de professores, decidiu, por conta própria, parar as atividades desde segunda-feira (11). Na terça-feira (12), o coordenador provisório do comando local de greve, o professor Fernando Lacerda afirmou ao G1 que o grupo foi constituído em assembleia na noite da última quarta-feira (6), com a participação de 300 docentes, entre sindicalizados e não filiados.

Segundo Lacerda, na última segunda, 10 das 28 unidades da instituição tiveram algum tipo de paralisação. A assessoria da universidade confirmou a suspensão de atividades apenas dos campi do interior do estado (Jataí, Catalão e cidade de Goiás).

Agressão
Desde o início, as discussões em torno de uma possível adesão à greve das federais estão acaloradas na UFG. Na quarta-feira (6) da semana passada, um professor foi agredido durante uma assembleia. Um vídeo gravado por cinegrafista amador mostra o momento em que as pessoas que estavam no local sobem no palco do auditório e começam agredir representantes da instituição.

Conforme declaração da Adufg na época do incidente, professores da universidade não filiados à entidade e pessoas de outros segmentos participavam da reunião. Antes de declarar aberta a assembleia, a diretora-presidente pediu que a prioridade nos lugares do auditório fosse dada aos sindicalizados, pois estes tinham poder de voto. Foi quando começou a confusão.

Segundo os manifestantes, foram agredidos a presidente da Adufg e o ex-presidente da entidade. A associação informou que a tentativa de realizar a assembleia acabou frustrada diante do risco de integridade dos presentes.

Na segunda-feira a  Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Técnicos-administrativos das Universidades Brasileiras (Fasubra) anunciou adesão à greve dos professores federais. A posição nacional do sindicato foi avaliada e endossada pelos servidores da UFG na manhã de terça-feira (12), após assembleia na Faculdade de Educação.

Fonte: G1 (Globo)

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