Giro nos Estados

Professora da Unesp é nova editora executiva da revista Life Sciences

Desde o começo de janeiro, a professora Angelina Zanesco, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, é a editora executiva da Life Sciences. Com sede nos Estados Unidos, a revista é publicada pela editora Elsevier, responsável por títulos como The Lancet, uma das mais tradicionais na área de Medicina.

Fundada há 50 anos como uma publicação de farmacologia básica, a Life Sciences hoje cobre três áreas principais: neurociências, diabetes e doença cardiovascular e tem fator de impacto de 2.5. “É um fator de impacto médio”, comentou Zanesco, especialista em fisiologia cardiovascular.

Justamente, uma de suas atribuições será tentar aumentar esse fator de impacto em todo o meio acadêmico e divulgar mais a revista entre os brasileiros. “Vamos procurar aumentar a inserção da revista entre os bons grupos da América do Sul”, afirmou Zanesco, que coordena o projeto de pesquisa “Efeito do treinamento físico sobre as respostas cardiovasculares e endócrino-metabólicas de mulheres após a menopausa” , apoiado pela FAPESP.

Na hierarquia da Life Sciences, Zanesco está agora abaixo apenas do editor-chefe, o americano Loren Wold, recém-empossado no cargo para um período de no mínimo três anos, assim como Zanesco.

Foi o próprio Wold quem convidou a professora da Unesp para ser editora executiva. Ela já trabalhava havia cerca de dois anos no corpo editorial da revista, como editora-associada, avaliando artigos apenas na área de cardiovascular, sua expertise. Agora, os trabalhos de todas as áreas provenientes do mundo todo passam pelo seu crivo.

“Avalio primeiro se o trabalho tem originalidade, se não há plágio, e em linha com o objetivo de aumentar o impacto da revista verifico o grau de novidade”, disse.

A entrada de Zanesco no seleto grupo de editores de revistas internacionais teve início com uma viagem aos Estados Unidos, na qual foi conhecer, com uma pós-doutoranda sua, um centro de pesquisa que trabalhava com uma técnica então inexistente no Brasil. O laboratório era coordenado por Wold e a partir daí os dois começaram a trabalhar em colaboração.

Mais informações sobre a Life Scienceswww.journals.elsevier.com/life-sciences

Fonte: Agência Fapesp

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