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Giro nos Estados

Professor da UFSC faz palestra para alunos de Química no Acre

Haverá um tempo em que o mundo irá “desligar”. Esse foi o termo usado pelo professor Carlos Alberto Marques, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), para explicitar que o planeta é finito e, assim, vai acabar, segundo princípios termodinâmicos, com o fim da energia solar.

“A Terra continuará, mas a vida vai acabar”, disse o professor em sua palestra “Ensino da Química Verde”, ministrada na manhã desta segunda-feira, 6, no anfiteatro Garibaldi Brasil  da Universidade Federal do Acre (Ufac), para uma plateia composta, principalmente, por estudantes do curso de Química.

O evento integra as atividades comemorativas dos dez anos do referido curso, as quais consistem em palestras mensais até o final deste ano, conforme informou a professora Anelise Maria Regiani, coordenadora da iniciativa.

Na palestra, Marques, que é doutor em Pesquisa e Ciência Química pela Università degli Studi di Venezia (Itália), abordou conceitos de Química Verde, os quais implicam em um novo modo de pensar e fazer química, de acordo com princípios de sustentabilidade ambiental numa dimensão socioeconômica. “Temos necessidade de cuidados com o meio ambiente diante da ameaça ao futuro da humanidade”, problematizou o professor.

Ele referiu-se a problemas como mudanças climáticas, aquecimento global e degradação das condições de vida, apontando a Química Verde como possibilidade de amenizá-los e resolvê-los. “As transformações químicas sempre poluem”, explicou. “A Química Verde compreende a invenção, o desenvolvimento e a aplicação de produtos e processos químicos para reduzir ou eliminar a poluição, de forma preventiva e ambientalmente responsável.”

Além disso, Marques sinalizou para uma nova abordagem do ensino de Química nas escolas, de modo a torná-la mais conectada com a realidade, destacando temas sociais e transversais. “O ensino de Química é dogmático, conservador e dedutivo; a química é criativa, transgressora e indutiva”, disse. “Precisamos aprender a falar sobre os problemas do ambiente ou da natureza pela ótica da química e promover uma educação química verde e ambiental.”

Fonte: UFAC

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