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Giro nos Estados

Produtos Premium, da SICT, passa a atuar no setor da olivicultura no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul é líder nacional na produção de oliveiras, com maior área e perspectiva para a cultura no Brasil, segundo dados da Secretaria da Agricultura do Estado. A olivicultura no RS ocupa em torno de 10.000 hectares de área plantada.

Considerando a abrangência do setor produtivo dos azeites de oliva, o programa Produtos Premium, do governo do Estado, o contemplará em sua alçada. O projeto, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT), tem o objetivo de organizar e promover a produção, agregando valor aos produtos agropecuários gaúchos, por meio da inovação e do conhecimento. Como consequência, a ação visa estimular a economia e todos os elos que participam dessa cadeia. 

A decisão foi aprovada por unanimidade pelo comitê gestor do programa, que reúne, também, as secretarias de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), Desenvolvimento Econômico  (SEDEC), Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMAI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPERGS). O azeite de oliva será o segundo produto a ser chancelado pelo programa. O primeiro foi a carne, que já está em etapa mais avançada dentro do projeto. 

Para o secretário de Estado de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luis Lamb, o reconhecimento do setor da olivicultura como um futuro produto premium do Estado, prospecta o Rio Grande do Sul no que tange à inovação dentro de setores tradicionais. “Esta é uma iniciativa que coloca a produção gaúcha à frente do desenvolvimento social e econômico regional e nacional, por meio da valorização e do reconhecimento de produtos diferenciados, aumentando o seu valor de mercado”, opina Lamb.

O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (IBRAOLIVA), Renato Fernandes, acredita que será um estímulo importante para que a olivicultura, como um todo, alcance um novo patamar e se fortaleça como um setor produtivo com cada vez maior representatividade no agronegócio. 

A entidade foi ouvida pelos representantes do programa, e tanto a antiga quanto a atual direção expuseram a realidade e as demandas mais prementes da cadeia produtiva. “Entre as prioridades, estão a criação de um selo oficial, a certificação com denominação de origem controlada (DOC) de um terroir próprio do Rio Grande do Sul e a formação de um laboratório sensorial de azeite de oliva. Estamos felizes que o azeite gaúcho, extravirgem e de altíssima qualidade, esteja sendo contemplado. Vamos trabalhar junto com o governo do Estado para qualificar e melhorar tudo o que for possível”, afirma o dirigente.

O próximo passo será a formação de um grupo de trabalho, composto por especialistas das próprias secretarias envolvidas e outras instituições, que definirão os critérios para reconhecimento de um azeite premium e organizarão as ações de trabalho a serem desenvolvidas de acordo com as demandas apresentadas. 

Suzana Arigony Sperry, diretora de Conhecimento para Inovação, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado, destaca o grande potencial do segmento da olivicultura. “Sabemos que mais de 99% do azeite e das azeitonas em conserva consumidos no país são importados; o investimento no setor é promissor e o nosso desafio, atualmente, é contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva, promovendo ações e articulando com os diversos atores para que as demandas e gargalos do setor sejam atendidos.”

A nutricionista Silvia Regina Schumacher, assessora técnica do programa Produtos Premium, explica que parte do processo consiste em encontrar pessoas com expertise em cada área que será trabalhada. “Montaremos o plano de ação, e o IBRAOLIVA contribuirá para nos apresentar seus anseios. O Grupo de Trabalho identificará as ações de acordo com as demandas e proporá soluções sempre em comum acordo com as lideranças do setor”, concluiu.

De acordo com ela, as demandas já identificadas são: criação de critérios para diferenciação dos azeites de oliva, capacitação de azeitólogos, construção de laboratório de análise sensorial, rastreabilidade do produto e proteção contra fraudes e oportunistas. “Queremos que o empreendedor reconheça que a inovação é fundamental para qualquer processo e em qualquer produto. Ao agregar valor, ele certamente vai se destacar no mercado. Criamos o ‘caminho das pedras’ para quem quer inovar, com o lançamento do Guia para Produção de Produtos Premium . O objetivo do programa também é divulgar esses produtos para mostrar o que o Rio Grande do Sul tem de inovador”, completa.

Sobre o IBRAOLIVA

A cadeia da olivicultura está se estruturando no RS, para isso foi criado o IBRAOLIVA, que tem como missão unir os olivicultores brasileiros e demais atores da cadeia oleícola, com a finalidade de promover o desenvolvimento, o fortalecimento e a competitividade da olivicultura no Brasil. É uma associação sem fins econômicos, constituída por pessoas físicas e jurídicas ligadas à cadeia produtiva em todo o Brasil, que se dediquem ao cultivo de oliveiras, mudas, produção e industrialização de azeitonas, azeites e subprodutos da olivicultura.

Fonte: SICT RS (adaptada) em 30/07/2021

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